5 tipos de feridas e curativos para observar em idosos

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Identificar os tipos de feridas e os curativos para tratar cada uma delas é uma questão complexa, que exige paciência, conhecimentos dos cuidadores e cautela ao manusear a região afetada, devido à possibilidade de causar dor e desconforto nos idosos.

Além disso, é preciso analisar qual ferida pode ser tratada no ambiente residencial e qual necessita de internação hospitalar, pois algumas lesões podem afetar partes mais profundas do tecido e disseminar uma infecção.

Também é fundamental manter sempre um estoque de materiais para curativos que incluem compressa gaze, fita micropore, algodão, solução antisséptica, esparadrapo, curativos oclusivos etc.

Por isso, se você quiser saber mais sobre os tipos de feridas e curativos para tratar esses problemas nos idosos, fique por aqui e leia nosso post de hoje!

Quais são os tipos de feridas mais recorrentes?

1. Feridas ocasionadas por quedas

A velhice vem acompanhada do enfraquecimento muscular e ósseo e dificuldades de se movimentar para a maioria dos idosos. As causas dessa sarcopenia são diversas e envolvem fatores hormonais e patológicos.

Sendo assim, a probabilidade de quedas se intensifica e as quinas dos móveis, tapetes soltos ou os objetos pontiagudos são os que mais contribuem para esses acidentes. Além disso, o piso escorregadio e a ausência de puxadores também facilitam os tombos.

Dependendo da altura e da forma como o idoso caiu, as feridas podem ser de dois tipos: escoriações leves (pequenos arranhões) ou debridamento mais profundo (feridas com extravasamento de sangue).

Para os primeiros casos, apenas a lavagem do local da ferida com água corrente é suficiente, porém, esse método causa uma ardência que varia conforme o tamanho da ferida. O uso de sabão neutro é opcional e deve-se optar pela forma líquida.

Em algumas situações, pode ser necessária a aplicação de algodão com um pouco de solução antisséptica ou antimicrobiana a base de clorexidina. Além do mais, também é importante manter a ferida aberta, pois obstrução causa ardência e dificulta a cicatrização.

As feridas com grande extravasamento de sangue devem ser lavadas com água, mas é preciso estancá-las com uma compressa gaze. O uso de algodão é desaconselhado nesse primeiro momento, pois pode grudar na ferida e impedir uma limpeza adequada.

2. Feridas provenientes de doenças de pele

As doenças de pele e o intenso suor proveniente das alterações climáticas são causas importantes de feridas. Enquanto as primeiras formam ferimentos característicos, as outras apresentam perfil variado.

As lesões causadas por doenças de pele tendem a serem avermelhadas. Devido ao caráter irritativo, os idosos tendem a coçá-las frequentemente, gerando pequenos machucados e agravando o aspecto.

Além disso, a desidratação da pele, condição inerente à pessoa idosa, facilita a formação de pequenas úlceras, principalmente em áreas de articulação, tais com joelho, cotovelo, pés e tornozelo.

Para as feridas provenientes das doenças de pele, deve-se manter uma compressa úmido-gelada para evitar novas irritações na região afetada. Também é recomendável a orientação de um especialista que indicará um medicamento apropriado para o caso.

Para aquelas com pequenos machucados, recomenda-se apenas o uso de antissépticos, e dependendo do local, o uso de compressa gaze e fita micropore, que são materiais mais fáceis de retirar da pele.

3. Feridas causadas por roupas e acessórios

As feridas podem ocorrer devido ao atrito das roupas com o corpo. Em geral, vestimentas apertadas, fraldas geriátricas e acessórios podem desgastar a pele e propiciar o aparecimento de lesões nessa região. Além disso, roupas com tecidos que não permitem a evaporação do suor também devem ser evitados.

Nesses casos, é fundamental retirar as roupas com muito cuidado, lavar o local da ferida e mantê-la sem curativos até que fique seca. Em seguida, é recomendável passar hidratante somente se o ferimento estiver avermelhado, se estiver com secreção amarelada é necessário buscar atendimento especializado.

Os curativos oclusivos não devem ser usados nessas situações, pois são ineficazes, atrapalham a recuperação da pele e impedem a hidratação do tecido. Ademais, qualquer coloração diferente das tonalidades de vermelho deve ser avaliada pelo médico.

4. Feridas causadas por alergia

As feridas causadas por doenças alérgicas são do tipo que se apresentam como urticárias, ou seja, aqueles pontos pequenos e avermelhados na pele que podem evoluir para pequenos machucados.

Nesse caso, é recomendado consultar um alergologista ou dermatologista que prescreverão medicamentos a base de pomadas e creme para prevenção e tratamento desses afecções.

5. Feridas causadas por úlceras de pressão

As feridas causadas por úlceras de pressão são aquelas mais complexas de serem tratadas. Elas acontecem devido ao atrito constante do corpo com a cama, principalmente em idosos com pouca mobilidade.

Sendo assim, são recomendados curativos especiais que devem ser aplicados por enfermeiros que avaliarão o tipo das feridas, as condições do paciente, o tipo de oclusão, dentre outras especificidades.

Quais são os principais curativos utilizados em idosos?

Devido à pele constantemente ressecada e dificuldade de cicatrização é crucial ficar atento às complicações das feridas nos pacientes idosos. Isso porque algumas podem evoluir para úlceras infecciosas e necessitar de internação.

Todavia, o uso de medicamentos sem orientação profissional também pode agravar o caso. Para tanto, é importante manter nas residências apenas os sprays antissépticos e curativos oclusivos do tipo band-aid, além de fita micropore e gazinha.

Outra possibilidade é a utilização de algodão embebido em solução antisséptica, o qual deve ser passado no sentido unidirecional para evitar transporte de microrganismos de um local para outro da ferida.

Para as feridas com potencial infeccioso ou com cheiro desagradável, existem curativos elaborados especialmente para essas situações que necessitam de troca periodicamente.

Como fazer curativos em idosos?

Devido a maior sensibilidade apresentada por eles, é interessante que os cuidadores tenham muito cuidado ao tratar essas feridas. A lavagem das mãos é obrigatória antes de efetuar o curativo no paciente.

Em seguida, deve isolar toda a área da ferida e sobrepor a compressa gaze, de preferência em dobras, no local afetado. Recomenda-se também utilizar uma sobra para facilitar o processo de fixação da fita micropore.

Posteriormente, deve-se fixar a fita micropore em todos os lados da ferida e em cima da compressa gaze.

Para algumas feridas, é indicado o uso de curativos oclusivos, tipo band-aid, porém, a troca deve ser diária, uma vez que em contato com a água ele perde a capacidade de proteger o machucado contra a proliferação microbiana.

A conversa e orientação com o idoso durante esse processo também é crucial para que tudo transcorra sem agitações e outras condições que podem prejudicar o procedimento e sua saúde emocional.

Saber reconhecer os tipos de feridas e curativos para cada situação ajuda a prevenir as lesões dos idosos, uma vez que esses indivíduos são mais suscetíveis a esses problemas. No entanto, é fundamental avaliar o tipo de ferimento para não interferir no processo de cicatrização ou complicar ainda mais o quadro do paciente.

Agora que já sabe com cuidar das feridas e fazer curativos mais adequados para os idosos, não deixe de assinar nossa newsletter e ficar por dentro de novidades em saúde.

Escrito por:

Marcus Vinicius Zorub Montanha – Diretor Técnico

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