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A automedicação sempre foi algo muito presente na vida do brasileiro. Apesar dos riscos oferecidos, o número de adeptos é cada vez maior diante da facilidade em adquirir medicamentos. Portanto, é sempre bom lembrar: automedicação é perigoso. Quando se trata de automedicação em idosos, o risco é ainda maior.

O ato de se automedicar pode provocar consequências graves, como reações alérgicas, dependência, podendo levar até a morte. Muitas vezes, a automedicação camufla o estado do paciente e cria uma falsa ideia de alívio do sintoma, o que dificulta o diagnóstico correto da patologia.

Então, o que acha de se informar melhor sobre esse tema tão pertinente? Compreender melhor a questão e sentir seguro para ajudar o idoso a cuidar de sua saúde? Faça a leitura do post de hoje! Ele traz informações relevantes.

Entenda de fato a automedicação

Entende-se como automedicação o uso indiscriminado de medicamentos sem a prescrição médica ou a orientação farmacêutica. Neste caso, o uso é feito por indicação própria ou por pessoas inabilitadas. A partir dos sintomas percebidos, o usuário administra o medicamento supondo ser o ideal para os sintomas apresentados.

A automedicação é uma realidade frequente entre a população idosa. Como fazem uso de vários medicamentos ao dia, eles estão mais suscetíveis a automedicar-se. Ao administrarem medicamentos por conta própria, podem desencadear problemas ainda mais sérios do que os já existentes.

Fazer uso de medicamentos sem prescrição médica poderá criar um mascaramento do quadro clínico de uma doença grave, deixando o indivíduo na condição cômoda, impedindo de saber o porquê dos sintomas e retardando o diagnóstico correto. A automedicação e a alta dosagem podem provocar males irreversíveis, como a intoxicação medicamentosa.

Está equivocado quem pensa que tomar medicamentos de vez em quando sem prescrição médica não faça mal. De acordo a Abifarma (Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas), milhares de pessoas perdem a vida no país por tomarem medicamentos de forma inadequada.

Conheça os perigos oferecidos pela automedicação

Os medicamentos são os grandes responsáveis por oferecer benefícios à saúde, como a cura de inúmeras patologias, a prevenção de outras e a redução de sintomas que provocam o mal-estar físico. Entretanto, o medicamento usado sem uma prescrição feita por um médico pode agravar os sintomas e complicar ainda mais o quadro clínico.

Os remédios, de uma forma geral, devem ser usados de maneira racional, partindo de um diagnóstico preciso. A compra deve ser feita a partir de uma prescrição médica, efetiva e segura, garantindo o menor risco possível de efeitos adversos e indesejáveis.

A automedicação é perigosa em qualquer idade, mas nos idosos é ainda mais complexa. Em detrimento da fragilidade natural da idade e por diversos fatores externos, o idoso fica mais vulnerável e as complicações são maiores. As reações ocorrem de maneira mais rápida, o que pode trazer desconfortos, piorando os sintomas apresentados pelo idoso.

A geriatria esclarece que todo medicamento tem efeitos favoráveis e desfavoráveis. Ao serem prescritos, busca-se sempre a contemplação dos seus efeitos positivos para a saúde do paciente. No entanto, quando há automedicação, essa avaliação não é realizada por falta de conhecimento técnico. Logo, o idoso está sujeito a um risco enorme de ter um resultado negativo.

Esse saldo negativo, sobretudo em um idoso que já dispõe de pouca ou nenhuma reserva fisiológica, tende a provocar consequências muito graves. Entre elas, pode-se ocasionar confusão mental, insuficiência renal, arritmias, tonturas, quedas, dentre outras enfermidades, colocando em risco a vida do idoso.

Homens e mulheres na terceira idade se automedicam e, por diversas vezes, não relatam para o seu médico, seja por medo de levarem uma bronca ou por esquecimento. Com isso, eles acabam aumentando as chances de aparecimento de úlceras no estômago, entre outros males.

Boa parte dos medicamentos vendidos em farmácias são usados por idosos. Entre os mais comuns, estão os antiácidos, os laxantes, os antigripais e as vitaminas. A princípio, podem parecer inofensivos, porém, ao serem combinados a outros medicamentos, podem provocar consequências bem complexas.

Entre os principais riscos da automedicação em idosos, estão:

  • diminuição da função do fígado e dos rins, que são órgãos fundamentais no metabolismo e na eliminação das substâncias;

  • interferência no tratamento de doenças crônicas, anulando ou até aumentando o efeito dos medicamentos utilizados;

  • aumento de problemas mais sérios e recorrentes, como arritmia cardíaca, provocando as famosas quedas;

  • redução do fluxo de sangue e aumento da pressão;

  • redução da absorção de substâncias como cálcio e ferro essenciais nesta fase.

Saiba a importância do acompanhamento qualificado para o idoso

Com o aumento do número de idosos em todo país, percebe-se um notável crescimento das doenças crônico-degenerativas nessa faixa etária da população. Neste sentido, o acompanhamento médico é fundamental, uma vez que essa população exige cuidados permanentes. Os exames precisam ser feitos de forma periódica, além de um maior consumo de terapia medicamentosa.

O idoso enfrenta perda significativa de memória, locomoção e agilidade, ou seja, é propenso às doenças próprias da idade e muitas vezes necessitam de acompanhamento contínuo. Quando apresentam quadros clínicos delicados, a necessidade passa a ser imprescindível para assegurar a sua integridade pessoal.

A orientação e organização dos medicamentos também requer cuidados. Os horários a serem tomados devem ser obedecidos à risca. O incentivo aos cuidados higiênicos, a companhia e a criação de vínculos também são ações indispensáveis para que o idoso dê continuidade ao seu cotidiano de forma digna e com muito mais qualidade.

Além do médico, que é insubstituível, atualmente existem vários profissionais qualificados capazes de oferecer ao idoso os cuidados necessários. Entre eles, estão o fisioterapeuta, o psicólogo e o farmacêutico, que poderá orientar sobre horários e dosagens dos medicamentos.

Por fim, é importante reconhecer os riscos que a automedicação em idosos pode oferecer à saúde. Entender as fragilidades da terceira idade, estar atento e procurar se informar para garantir a qualidade de vida dos idosos é o mínimo que se pode oferecer a quem tanto contribuiu ao longo de sua existência.

Então, gostou do material de hoje? Ele contribuiu de alguma forma? Que tal descobrir outras novidades? Conheça nosso guia completo para segurança do idoso!

 

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