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Recentemente, o IBGE divulgou que daqui a 20 anos o número de idosos superará o de crianças e jovens. Porém, à medida que as pessoas vivem mais, aumenta o risco de câncer na terceira idade, um problema que afeta diretamente o bem-estar dos idosos no país.

O natural processo degenerativo do envelhecimento influencia o desenvolvimento de diversas doenças. Nesse sentido, conhecer um pouco mais sobre o câncer e as alternativas para minimizar seus efeitos pode ajudar na superação desse problema.

Tendo isso em vista, abordaremos os principais tipos de doenças desse grupo que surgem na terceira idade. Acompanhe! 

Como a idade avançada influencia o desenvolvimento de diversas doenças?

A fisiologia humana é extremamente inteligente, eficaz e tem seus próprios mecanismos de defesa. Exceto pela influência de algum erro genético eventual, o sistema imune está equipado para reparação e destruição das células defeituosas.

Entretanto, com o passar da idade, a redução da capacidade funcional afeta a divisão celular e contribui para os desajustes na estrutura de células e tecidos do corpo. Uma proliferação anormal e descontrolada de algum tecido do corpo é denominada neoplasia e, quando ela é de tipo maligno, é o que se nomeia como câncer.

Na terceira idade, a correção que ocorreria em condições normais fica prejudicada, pois o sistema imunológico dos idosos é mais lento. Em outras palavras, ele não desempenha suas funções de defesa com a mesma eficiência de antes.

Quando não é reparada corretamente pelo sistema imunológico, a dinâmica de divisão das células acentua a chance de alterações no material genético. Logo, esse descontrole na multiplicação celular favorece o surgimento do câncer na terceira idade.

Por isso, a longevidade torna os indivíduos mais expostos ao desenvolvimento de doenças desse tipo. O simples fato de o organismo estar constantemente em um processo de divisão celular aumenta os riscos na idade avançada. 

Quais os tipos de câncer mais comuns na terceira idade?

Conheça, agora, quais os tipos de doenças desse grupo que mais afetam idosos. Embora as estatísticas apontem os números na população em geral, devido a questões multifatoriais, alguns tumores são mais frequentes em pessoas com idade avançada. 

Tumores de pele não melanoma

É o tipo de câncer mais comum entre a população brasileira e afeta grande número de idosos. As estatísticas são altas e sugerem intervenções imediatas para frear a incidência desse mal. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), ele corresponde a 30% de todas as neoplasias malignas do país.

Os tumores de pele não melanoma têm altos percentuais de cura, desde que sejam detectados precocemente. A doença começa a surgir após os 40 anos e afeta principalmente idosos e indivíduos de pele mais sensível à ação dos raios solares. O uso habitual de bloqueador solar pode prevenir a doença.

Neoplasia de estômago

Cultivar hábitos de alimentação mais saudáveis protegem as pessoas de doenças porque retarda o processo de envelhecimento celular. Isso influencia diretamente os mecanismos de ação do controle hormonal e enzimático responsáveis pela função digestiva. Quando esse processo é descontrolado, o risco do surgimento de tumores do aparelho digestório é elevado. Evidência disso é que o câncer de estômago é um dos mais comuns em pessoas acima de 65 anos, principalmente entre os homens.

Tumor de cólon e reto

O câncer colorretal — que atinge o cólon e o reto — é bem comum entre indivíduos com idade avançada. Mas a boa notícia é que as vítimas dessa neoplasia reagem bem ao tratamento, principalmente quando o processo terapêutico ocorre na fase inicial da doença.

Como acontece em todos os tipos de câncer, o tratamento do câncer colorretal se torna mais complicado quando ele é descoberto em um estágio muito avançado. Nessas condições, o risco de metástases (quando o câncer espalha para outros órgãos) é bem maior e dificulta a cura.

Câncer de próstata

O INCA afirma que o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens brasileiros com mais de 65 anos. Essa neoplasia provoca o crescimento anormal e afeta a função da próstata, uma das principais glândulas do sistema reprodutor masculino.

Apesar da gravidade da doença, o diagnóstico precoce permite um maior controle e sinaliza boa resposta aos tratamentos. Mas as medidas preventivas são essenciais: todos os homens precisam realizar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico) e o toque retal a partir dos 45 anos de idade.

Neoplasia da mama

O câncer de mama é mais comum em mulheres com mais de 50 anos, segundo o INCA. Assim como na neoplasia da próstata, os exames de prevenção podem reduzir bastante as estatísticas dessa doença com alto índice de morbidade em todo o planeta.

As mulheres acima dos 20 anos de idade devem realizar o autoexame das mamas mensalmente. Além do mais, a submissão periódica à mamografia é praticamente obrigatória para as mulheres com mais de 50 anos. Após os 60 anos, os exames de rotina e preventivos com imagem devem ser realizados anualmente.

Câncer de colo do útero

O câncer do colo uterino — ou neoplasia cervical — é causado pela infecção persistente dos vírus da classe do Papilomavírus Humano (HPV), cujos sintomas demoram décadas para a manifestação. Além disso, na idade avançada, podem ocorrer alterações compatíveis com o surgimento desse tipo de câncer. 

Essas modificações celulares são facilmente identificadas no exame preventivo, que também é chamado de Papanicolau. A realização periódica desse exame é a medida de prevenção mais importante para o efetivo controle da doença.

O câncer uterino é o terceiro tumor mais incidente entre a população feminina, principalmente na terceira idade, conforme divulgado pelo INCA. Isso sugere a necessidade de educação preventiva mais eficiente, já que a doença pode ser evitada pelo diagnóstico precoce.

Como enfrentar (e superar) o câncer na terceira idade?

A saúde pública precisa estabelecer prioridades que intensifiquem o acesso aos tratamentos de câncer na terceira idade. Além disso, também é preciso ajustar propostas de prevenção mais eficazes, a fim de reduzir os impactos dessa questão.

Um dos aspectos importantes é promover condições para que as pessoas alcancem um envelhecimento saudável, com uma vida mais ativa e equilibrada. Tais fatores são essenciais para retardar os reflexos negativos do envelhecimento e proteger o organismo contra as doenças da idade avançada.

Logo, o tratamento de neoplasias em idosos deve ser realizado em um contexto multiprofissional. O envolvimento de diferentes profissionais possibilita mais chances de superação da doença e ainda diminui os impactos sobre a saúde mental do paciente.

O ideal é sempre otimizar o bem-estar e a qualidade de vida durante o tratamento do câncer na terceira idade. Oferecer um adequado suporte familiar, apoio emocional e o acompanhamento de um cuidador de idosos é fundamental para a recuperação da doença.

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