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A terceira idade representa uma nova fase de vida e requer cuidados específicos. A dança para idosos é uma das possibilidades que os ajudam a enfrentar essa etapa e se adaptarem às demandas da idade de forma mais saudável.

Com o passar dos anos, o corpo e a mente passam por diversas transformações, e muitas delas provocam algumas limitações físicas. Portanto, se adaptar ao novo estilo de vida não é tão simples — daí a importância de práticas que auxiliam nesse processo e deixam a vida mais agradável.

Então, que tal aprofundar os conhecimentos sobre a importância da dança para idosos? Não deixe de conferir este post!

A terceira idade exige cuidados específicos

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a terceira idade tem início a partir dos 65 anos. Nesse período surgem inúmeras limitações que podem afetar a qualidade de vida do indivíduo em diferentes áreas.

Assim, se o idoso não fizer uma adequação de hábitos alimentares e físicos, várias patologias podem surgir, como por exemplo: osteoporose, hipertensão, obesidade entre outras. Entre os novos costumes a serem implantados, as atividades físicas — especialmente as praticadas de forma coletiva tornam — se tornam grandes aliadas, garantindo benefícios à saúde física e mental.

Nessa perspectiva, a dança tem assumido um papel importante na vida dos idosos, proporcionando um grande estímulo físico e emocional, viabilizando a interação social, bem como a integração de várias pessoas que podem ter muito em comum e, assim, criar novos vínculos e um estilo de vida com mais autonomia e qualidade.

Confira alguns benefícios da dança para os idosos

Não é exagero dizer que, quando atingimos a terceira idade, é normal que o corpo humano de o tônus muscular, o equilíbrio e a memória e que as funções motoras se tornam limitadas. No entanto, a prática da dança pode contribuir muito para a qualidade de vida dos idosos. Veja os benefícios.

1. Desenvolve os estímulos dos sentidos

  • afetivo: sentir a emoção trazida na coreografia;
  • auditivo: escutar e perceber a música e dominar o seu ritmo;
  • visual: enxergar os movimentos e transformá-los em ação;
  • tátil: sentir os movimentos e reconhecer os benefícios para seu corpo;
  • cognitivo: ritmo, raciocínio, coordenação;
  • motor: esquema corporal.

2. Promove a interação social

A maioria dos idosos reclamam da solidão e de se sentirem sozinhos. Assim, a dança promove a interação entre o grupo e ajuda na socialização. Dessa forma, eles passam a ter convivência com outras pessoas da mesma faixa etária, possibilitando a construção de novas amizades e criação de vínculos.

A dança passa ser uma alternativa válida para se adaptar ao envelhecimento, pois, a participação coletiva estimula a solidariedade. Vale ressaltar que ela e outras atividades de socialização são fundamentais para a manutenção do equilíbrio social do idoso, afastando-o do isolamento.

3. Exercita a mente

Dançar na terceira idade não é apenas uma forma divertida de mexer o corpo. Na verdade, algumas habilidades, como força, agilidade, ritmo, flexibilidade e equilíbrio, são desenvolvidas e trazem bem-estar e saúde aos idosos.

Quando dançam, eles exercitam não só o corpo, mas também a mente, já que precisam se esforçar para memorizar a sequência dos passos, bem como concentrar para não invadir o espaço do parceiro.

Além de tudo isso, eles também se lembram das experiências e sensações vividas ao longo da vida — a música os remete à juventude e os colocam em sintonia consigo mesmo.

4. Resgata a autoestima

A dança viabiliza o resgate da autoestima por ser uma atividade prazerosa e, ao mesmo tempo, desafiadora — tudo o que o idoso precisa para se sentir vivo, estimulado a vencer os desafios com ritmos variados.

O objetivo da dança diante dessa perspectiva é:

  • trabalhar com um mecanismo harmonizador;
  • respeitar as limitações físicas e emocionais do idoso;
  • desenvolver habilidades de movimentos;
  • exercer possibilidades de autoconhecimento e evitar situações estressantes;
  • melhorar a capacidade motora, o desempenho cognitivo, a memória, atenção, concentração;
  • proporcionar o contato social.

Ou seja, resgatar a autoestima.

5. Auxilia no combate à depressão

É comum idosos apresentarem quadros de ansiedade, estresse e, até mesmo, depressão, especialmente aqueles que foram muito ativos no passado e encontram-se em situação vulnerável diante das transformações da idade.

Assim, por ser uma atividade prazerosa, a dança contribui com o corpo na produção de mais endorfina, serotonina e dopamina — hormônios responsáveis pela manutenção do humor e do prazer. Ou seja, ela combate os sintomas negativos e revigorar a capacidade de se movimentarem de forma prazerosa, desfrutando a companhia de outros idosos.

6. Exercita a capacidade motora

Melhorar a agilidade e o equilíbrio acaba com o sedentarismo, o responsável pelas perdas das mesmas habilidades. Daí a importância de exercitar a capacidade motora para garantir a locomoção e, principalmente, a autonomia e a segurança para evitar quedas — fatos comuns e perigosos na terceira idade que geram fraturas e recuperações dolorosas.

7. Trabalha o corpo como um todo

A prática da dança para idosos ajuda a manter o indivíduo em estado de alerta e proativo com mais resistência. Muitos problemas de saúde estão relacionados ao sedentarismo, comportamento comum entre os idosos. Afinal, com o passar do tempo, é natural que a pessoa perca o pique que tinha quando era mais jovem e passa a fazer cada vez menos exercícios.

A dança coloca o corpo em movimento e o possibilita de trabalhar de forma prazerosa e completa, ou seja, exercita-se o físico, a mente, a agilidade, raciocínio, desenvoltura, ritmo, harmonia e até a sensualidade. A dança para idoso é realmente poderosa!

Saiba quantas vezes a dança é recomendada por semana

Atualmente, alguns paradigmas da velhice estão sendo eliminados. Porém, muitas pessoas ainda associam envelhecer como perder capacidades física e mental, ou seja, reduzem esse processo apenas com doenças.

Embora haja uma redução de força física, o idoso apresenta capacidade para aprender e continuar sendo uma pessoa que deve se sentir bem, com novas atividades adequadas para essa fase.

A prática de atividades físicas realizadas regularmente contribui para o envelhecimento saudável. No entanto, a população idosa, não desenvolveu o hábito de se exercitar. Com isso, a adesão aos exercícios físicos é pequena nesta faixa etária. Diante deste fato, a dança torna-se uma ótima alternativa.

Estudos mostram que idosos que praticam duas sessões de dança semanais, de 60 minutos cada, melhoram de forma significativa a sua qualidade de vida. Os ganhos físicos, psicológicos e sociais são enormes. Por isso, a regularidade semanal é importante para a adaptação do corpo.

Ficar velho é um privilégio, mas envelhecer com qualidade e saúde é necessário. Ao longo do texto foi apresentado os benefícios que a dança para idosos pode proporcionar à terceira idade. Chegar à essa fase da vida significa se reinventar, criar estratégias para viver com mais qualidade.

Então, gostou do texto? As dicas apresentadas fazem parte da sua nova perspectiva de vida? Para obter mais informações a respeito deste tema, que tal entender melhor por que o envelhecimento ativo é importante?

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