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A perda de memória em idosos traz diversos aspectos negativos a todos aqueles que convivem com esse tipo de problema. Afinal, os familiares podem sofrer um impacto em suas vidas. Isso acontece porque a necessidade de cuidados exclusivos pode comprometer o tempo, o sono, a independência e até mesmo a vida social e sexual dessas pessoas.

Por outro lado, até mesmo os cuidadores de idosos podem encontrar dificuldades na relação com pessoas que apresentam deficit de memória. É importante lembrar que diversas alterações comportamentais são comuns durante a doença. Aliado a isso, a sobrecarga de tarefas exerce um peso importante no cansaço físico e mental, provocando um quadro conhecido como estresse do cuidador.

Diante desse contexto, é muito importante saber a melhor forma de se relacionar com os pacientes e lidar com os sintomas. Pensando nisso, reunimos neste artigo uma série de detalhes e informações que vão ajudá-lo a superar essas dificuldades, apresentando alguns fatores que devem ser observados na relação com os indivíduos que têm perda de memória.

O que pode ser considerado um esquecimento normal?

A ideia de que o esquecimento é uma consequência natural do envelhecimento é muito difundida na sociedade. Entretanto, não é possível determinar cientificamente o avanço da idade como um fator principal para a perda de algumas capacidades cognitivas, especialmente em relação aos deficits de memória.

O quadro de deslembrança em situações na qual o idoso não é capaz de reproduzir um novo aprendizado, por exemplo, pode ser considerado um esquecimento distante do normal. Nesse caso, é possível notar uma redução do tempo de percepção da informação. Contudo, ao oferecer um espaço maior para o processamento dessa nova experiência, o cérebro de uma pessoa com idade avançada apresenta os mesmos resultados de alguém jovem.

Diferenciar um esquecimento normal de algo mais grave passa diretamente pela análise clínica do indivíduo. Em linhas gerais, pessoas idosas com perda de memória adquirem essa condição a partir do desenvolvimento de alguma doença neurológica. Embora o Mal de Alzheimer seja um problema que avança junto com o envelhecimento da população, os seus sintomas podem ser minimizados a partir de exercícios específicos para o desenvolvimento cognitivo.

Quais sintomas da perda de memória em idosos merecem atenção?

Como destacamos, o esquecimento normal se refere à parte da memória responsável pelo armazenamento de informações recentes. Portanto, as memórias tardias tendem a permanecer intactas por longos períodos. Nesse sentido, é natural que as pessoas idosas se esqueçam do número de telefone, do nome de pessoas próximas, de passar recados etc.

Entretanto, é muito importante estar atento ao processo para identificar o momento em que o quadro se torna mais grave. Em alguns casos, é comum que o próprio idoso perceba os prejuízos em sua memória. Por outro lado, existem situações em que o deficit não é percebido, por isso, a participação da família é indispensável.

Dessa forma, é preciso estar atento a ocorrências em que um quadro demencial ou o prejuízo da memória estejam interferindo nas atividades fundamentais do idoso. Ou seja, quando ele perde sua capacidade de autogerenciar, esquece ou troca medicamentos, perde-se facilmente em locais conhecidos, torna-se incapaz de administrar suas finanças, isola-se socialmente, entre outros.

Afinal, quais as causas do deficit de memória em idosos?

Existem diversos aspectos que são importantes para o comprometimento da memória em pessoas com idade avançada. A ansiedade, por exemplo, é uma das causas principais, seguida por depressão, distúrbios no sono, uso de medicamentos e o desenvolvimento de doenças neurológicas, como o Mal de Alzheimer.

De modo geral, a grande maioria das causas podem ser prevenidas e, em casos mais acentuados, é possível revertê-las com a adoção de uma vida mais saudável. O emprego de técnicas de meditação, relaxamento e treino da memória também é aconselhável. 

Por fim, é indispensável que o idoso mantenha um acompanhamento com um responsável médico qualificado. Somente assim é possível examinar com critério as causas da perda de memória, além de propor o tratamento mais adequado.

Como lidar com esse tipo de problema no cotidiano?

O trato com idosos é uma tarefa muito importante, especialmente para aqueles que apresentam distúrbios cognitivos, como a perda de memória. Confira, a seguir, algumas dicas para manter uma rotina mais saudável.

Converse sobre diferentes assuntos

Grande parte dos pacientes com perda de memória têm forte tendência a permanecer com suas lembranças do passado. Embora eles não saibam o que fizeram horas atrás, é muito comum que fatos ocorridos em um tempo distante sejam lembrados com muita clareza.

Contornar essa situação pode ser uma tarefa complicada, especialmente para aqueles que encontram dificuldades em manter uma conversa. Nesse sentido, o mais recomendável é aproveitar o momento para fazer com que o idoso se sinta confortável ao falar abertamente sobre aquilo que deseja, como e quando quiser.

Tenha cuidado com o seu vocabulário

Manter uma linha de comunicação eficiente com idosos que enfrentam a perda de memória é um desafio. Afinal, o seu raciocínio pode estar prejudicado, comprometendo a compreensão. Para ajudá-lo, evite utilizar frases muito longas e expressões demasiadamente complexas. 

Aposte em um vocabulário direto com uma linguagem clara, ou seja, de fácil entendimento para não confundir o idoso. Outro ponto importante é aprender a respeitar o tempo de compreensão, fazendo apenas uma pergunta ou qualquer outro tipo de solicitação por vez. 

Seja mais paciente e disponível

Os cuidados com pessoas próximas da senilidade exigem certas habilidades por parte do cuidador e também dos membros da família. Esses cuidados, por sua vez, demandam uma atenção ainda maior quando se trata de pessoas que sofrem de perda de memória. Nessa fase é comum que o enfermo repita as mesmas frases e perguntas por seguidas vezes. 

Por isso, manter um acompanhamento de modo a oferecer uma melhor qualidade de vida ao idoso requer muita paciência. Outro ponto que pode fazer a diferença é se mostrar disponível para auxiliar no que for necessário. A terceira idade é preenchida por pessoas que enfrentam inúmeros obstáculos diariamente, portanto, a disponibilidade é um fator indispensável na luta contra essas barreiras.

Ofereça atividades que estimulem o cérebro

A estimulação cognitiva é uma técnica muito eficiente, que contribui para a melhoria da saúde mental. Além de reduzir os problemas decorrentes da perda de memória, em alguns casos, é possível alcançar a remissão dos sintomas do Mal de Alzheimer. 

Nesse sentido, ofereça atividades para exercitar o cérebro, incentivando o aumento da concentração, a agilidade e o raciocínio. Exercícios simples, como completar palavras-cruzadas, jogar xadrez, relembrar detalhes e experiências vividas recentemente e alterar pequenos hábitos rotineiros, podem gerar grandes benefícios.

Como você pôde perceber, lidar com a perda de memória em idosos é uma tarefa complexa e que exige a atenção integral por parte de seus cuidadores. Contudo, ao seguir pequenas orientações, é possível promover uma melhora significativa na qualidade de vida das pessoas em idade avançada. Os pontos abordados no texto são fundamentais para frear a evolução desse mal e impedir que acontecimentos dramáticos ocorram.

Envelhecer é um processo natural, pelo qual todos nós vamos passar. Por isso, é muito importante cuidar da saúde mental em qualquer idade. Leia nosso artigo sobre atividades cognitivas e descubra quais benefícios podem ser agregados à vida da pessoa idosa.

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