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Saber como tratar idosos vai além de manter os cuidados com higiene, alimentação adequada e carinho de todos que os cercam. É fundamental ter em mente que ao criar laços, alguns cuidados são necessários para evitar interpretações equivocadas das boas intenções.

Um exemplo desses possíveis interpretações é quando alguém se aproxima do idoso e conversa de forma infantil ou em volume mais alto, para facilitar a compreensão – algumas pessoas dessa faixa etária se sentem ofendidas ou menosprezadas em tais situações. Portanto, é fundamental entender a complexidade de cada idoso e descobrir quais ações serão mais efetivas para melhorar os cuidados, garantindo sua qualidade de vida.

Quer saber como tratar idosos da forma adequada? Então, fique por aqui e descubra como melhorar essa relação!

Entenda o perfil dos idosos no Brasil

O Brasil é um dos países com o maior número de idosos, sendo necessário instituir medidas clínicas, socioeconômicas e cognitivas para ajudar essa população. Outro ponto a ser considerado dentro deste cenário é a personalidade do indivíduo e como ela se modificou com o envelhecimento.

Atualmente, existem diversos perfis de idosos: existem aqueles com muita idade e pouca disposição, aqueles que não se consideram velhos, alguns profissionalmente ativos e os velhinhos que adoram uma televisão ou crochê, entre outros.

A relação socioeconômica, social e familiar também é um fator importante. Enquanto alguns conseguem arcar com suas despesas mensais, outros demandam ajuda da família. Existem ainda os idosos que estão isolados de contato social ou têm limitação de interação com a família por desavenças do passado ou dificuldade em encontrar todos frequentemente.

Evite comportamentos estereotipados

Aquela ideia do velhinho na cadeira de balanço ou da vovó fazendo quitutes está se perdendo no tempo. No entanto, é possível constatar idosos em situações que necessitam de mais cuidados, como os acamados ou as vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Muitas pessoas ainda mantêm a ideia de que os idosos devem ser tratados de forma infantilizada ou com informações em alto volume. Sendo assim, tendem a usar palavras no diminutivo (“papazinho”, “bainho”, sopinha etc.) para convencê-los de uma ação.

Já outros repetem as palavras em voz alta durante uma conversa, concluindo que muitos sofrem de perda auditiva ou apresentam dificuldade cognitiva para entender as informações. Tais comportamentos geram frustração, sentimento de impotência e tristeza, comprometendo a forma de lidar com os idosos.

Como consequência, muitos se isolam, ficam irritados com determinadas pessoas e não interagem com a família ou os amigos. Essas condutas podem contribuir para a piora cognitiva (devido à falta de estímulo) e abalar outras questões emocionais relacionadas ao envelhecimento.

Considere as questões psicológicas do idoso

O idoso que ficou viúvo recentemente, se aposentou ou está enfrentando a saída dos filhos de casa pode encontrar dificuldade para assimilar a nova rotina. Muitos vivem o luto por semanas e ficam apáticos em relação a mudanças.

Vale lembrar que é comum o aparecimento da depressão nessa faixa etária, somada aos distúrbios de ansiedade e a outros quadros que contribuem para a maior dependência física dos idosos.

Por isso, é imprescindível buscar por ajuda médica especializada ao menor sinal de alterações comportamentais e acompanhar o tratamento medicamentoso prescrito, relatando qualquer anormalidade após o uso.

Analise as necessidades do idoso

O envelhecimento pode provocar mudanças na vida de uma pessoa, como:

  • intensificar alguns comportamentos da personalidade;
  • levar ao desenvolvimento de manias conforme a condição de vida atual;
  • causar uma maior dependência emocional dos filhos ou amigos;
  • exigir mais recursos financeiros para tratamentos de saúde.

Por isso, ao identificar o perfil do idoso, é importante entender quais são suas necessidades, aquilo que o torna mais satisfeito e como essas medidas podem ser implantadas para garantir saúde, longevidade e qualidade de vida.

Enquanto alguns idosos optam por momentos de interação com os amigos e a família, outros têm preferência por carteados, crochê, esportes ao ar livre, jogos de memória, momentos dançantes, bailes etc.

Aposte em uma equipe multidisciplinar

A melhor maneira de tratar um idoso perpassa por uma equipe multidisciplinar. Esse time deve ser composto por:

  • médicos geriatras;
  • nutricionistas;
  • enfermeiros;
  • farmacêuticos;
  • fisioterapeutas;
  • psicólogos ou outros profissionais, conforme a condição de cada pessoa.

Os geriatras conseguem entender as transformações clínicas que ocorrem com o envelhecimento. Eles podem intervir da melhor maneira para evitar novas doenças ou o agravamento das já existentes.

Já os enfermeiros são responsáveis tanto por assistir pacientes acamados quanto por facilitar a administração de medicamentos, tratar úlceras de decúbito ou prevenir as quedas dos idosos, entre outras ações.

Complementar a isso, os nutricionistas prescrevem dietas personalizadas para aqueles com carência de vitaminas. Esses profissionais fazem combinações nutritivas e saborosas para aumentar a disposição e facilitar o sono do paciente.

Por fim, os fisioterapeutas ajudam no fortalecimento muscular e postural. O trabalho desses profissionais inclui a execução de exercícios e a prevenção de fraturas ou desgastes ósseos, visando à melhora continua da qualidade de vida.

Avalie as prioridades desses pacientes

A condição clínica dos idosos requer atenção integral, mesmo que não sofram de doenças crônicas graves. No entanto, alguns carecem de mais cuidados devido ao risco de complicação da saúde.

Aqueles idosos que têm mais de uma doença crônica, utilizam mais de cinco medicamentos por dia ou apresentam esquecimento e falta de adesão ao tratamento também devem ser assistidos com maior frequência. Vale lembrar que alguns medicamentos podem causar danos significativos quando interagem com bebidas alcoólicas.

Portanto, os idosos que carecem de mais assistência devem ter prioridade no atendimento dos profissionais de saúde. Isso vale tanto para os estabelecimentos de saúde quanto nos locais onde residem mais pessoas da faixa etária, sendo que tais orientações devem ser repassadas às famílias e aos amigos.

Saber como tratar idosos envolve a compreensão do perfil, considerando as necessidades clínicas, psicológicas e de acolhimento. É preciso desmistificar a ideia de que devem ser tratados de forma infantil, com um tom de voz mais elevado, ou que não compreendem adequadamente o universo ao redor. Além disso, o cuidado deve ser personalizado e compatível com os recursos financeiros.

E você, já sabe como lidar com idosos em sua família? Precisa de mais orientações a respeito dessa prática? Entre em contato conosco, pois estamos preparados para ajudá-lo!

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