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A oxigenoterapia domiciliar é uma estratégia para aqueles idosos que necessitam de acompanhamento contínuo da função respiratória. Todavia, é preciso alguns cuidados para manter as vias aéreas livres para a respiração e, assim, garantir a segurança do idoso.

Além disso, dependendo da condição clínica do paciente, a oxigenoterapia pode ser requerida até a regularização da função respiratória ou apenas nos períodos noturnos, situações que serão avaliadas pelo médico.

Por isso, é essencial que os cuidadores e familiares saibam manusear os aparelhos de oxigênio bem como identificar as anormalidades que devem ser sanadas o mais rápido possível para evitar sofrimento do paciente.

Quer entender como a oxigenoterapia domiciliar pode ajudar um idoso? Então não deixe de ler as informações a seguir!

Em que consiste a oxigenoterapia domiciliar?

Trata-se de uma suporte de oxigênio para aqueles indivíduos que têm dificuldade para respirar adequadamente. Nesses casos, é inserido um cateter nasal que se conecta a um reservatório de oxigênio para introduzir o gás no paciente. Para tanto, é preciso ajustar a concentração necessária, medir frequentemente a saturação sanguínea e observar o desconforto respiratório para não liberar oxigênio em quantidades inadequadas.

Também é fundamental que o médico e o fisioterapeuta utilizem dos parâmetros calculados no aparelho para intervir no sentido de suspender ou prolongar o tempo de uso da oxigenoterapia domiciliar.

Quais são as indicações para oxigenoterapia domiciliar?

O suporte de oxigênio no ambiente domiciliar é indicado para doenças que diminuem consideravelmente a capacidade respiratória no idoso. Essas patologias podem ser decorrentes de doenças preexistentes ou desenvolvidas na terceira idade. A maioria dos idosos que necessitam de oxigenoterapia domiciliar apresentam um diagnóstico de DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), situação que dificulta as trocas gasosas e a quantidade essencial de oxigênio no sangue.

Também é prescrito a oxigenoterapia domiciliar para os idosos com câncer de pulmão ou que necessitam de aporte de oxigênio exclusivamente no período da noite, como no caso dos indivíduos com apneia do sono. É importante ressaltar que o oxigênio é o considerado o combustível de todas as células e o pulmão é responsável por realizar a troca dos gases nocivos com o meio ambiente. Sendo assim, o indivíduo precisa inspirar oxigênio e expirar gás carbônico.

A entrada de oxigênio pelo pulmão é essencial para que esse gás chegue até a corrente sanguínea e facilite diversos processos metabólicos, inclusive os que estão relacionados ao funcionamento cerebral. A falta de oxigênio no sangue pode diminuir a consciência do idoso de forma abrupta e ocasionar problemas cardiovasculares, como infarto agudo ou neurológicos — por exemplo, o acidente vascular cerebral (AVC).

Como adquirir o aparelho de oxigenoterapia?

Uma vez definida a indicação, os familiares devem adquirir os equipamentos necessários e os acessórios para monitorização da saturação de oxigênio, condições que avaliam a efetividade dessa terapia. Além disso, dependendo do tempo de utilização dos aparelhos, é possível adquiri-los no regime de comodato ou acordar com a empresa um período que pode ser renovável conforme a necessidade.

Para tanto, é fundamental fazer uma análise das empresas que comercializam esses equipamentos, verificar a documentação do fabricante e, se possível, solicitar recomendações dos profissionais clínicos ou de outros pacientes. Nesse sentido, cabe avaliar a melhor proposta, considerando o custo-benefício e o conforto proporcionado por quem usará os acessórios e suas extensões durante o dia, ou os BIPAP à noite.

Como a oxigenoterapia domiciliar pode ajudar o idoso?

O suporte de oxigênio no ambiente residencial é uma condição relevante para retirar o idoso do contexto hospitalar, onde o risco de contaminação microbiana é elevado e a probabilidade de complicações é maior. Por isso, o idoso que estiver estável do ponto de vista clínico pode ser transferido para o ambiente domiciliar em quarto adaptado ou utilizar da oxigenoterapia em momentos específicos para amenizar a falta de ar.

Todavia, a infraestrutura necessária para investir na proposta domiciliar e os cuidados com o paciente devem ser repassados aos cuidadores, familiares e ao paciente que estiver consciente de seus atos. Ressalta-se que, nesse contexto, a ajuda de um cuidador é fundamental e pode ser feita no período diurno ou apenas durante a noite, pois esses profissionais detectam qualquer problema e já intervém corretamente na situação.

Como o feito o acompanhamento dos pacientes?

O acompanhamento de pacientes com necessidade de suporte ventilatório deve ser feito pelo médico e fisioterapeuta e registrado diariamente. Além disso, devem incluir informações sobre a rotina de administração de medicamentos e a realização de atividades físicas.

Isso porque o uso de medicamentos deve ser estabelecido de forma a não influenciar no período de utilização da oxigenoterapia e também não comprometer o horário definido para administração da medicação. Nesses casos, a orientação do farmacêutico pode ser requerida, o qual fará um cronograma de administração dessas medicações e avaliará a possibilidade de introduzir medicamentos por sonda nasoentérica, se necessário.

Para a realização das atividades físicas, recomenda-se que o suporte ventilatório esteja acoplado ao paciente durante o exercício e seja continuamente acompanhado pelo cuidador e fisioterapeuta, para não gerar esforços excessivos.

Ademais, as informações sobre gasometria arterial ou dosimetria de pulso, os relatos dos pacientes ou de seus acompanhantes sobre a adaptação ao suporte ventilatório, e a documentação do quantitativo de oxigênio usado são fatores de grande importância para o médico avaliar a efetividade da oxigenoterapia.

Além disso, é crucial constar as características da fonte de oxigênio usada (líquido portátil ou cilindros), tais como o nome e telefone da empresa e o responsável pela manutenção. Outras informações relevantes incluem periodicidade de troca da cânula ou prong nasal e os parâmetros clínicos conforme a doença a ser tratada.

A oxigenoterapia domiciliar é uma estratégia terapêutica para minimizar o desconforto respiratório daqueles idosos que podem ser transferidos para o ambiente familiar. No entanto, carece de cuidados que vão desde o registro diário da saturação e dos sintomas apresentados durante o uso, até as informações sobre a funcionalidade do aparelho, além do acompanhamento clínico constante, o que contribui para a melhoria da qualidade de vida do idoso.

Agora que já entendeu sobre oxigenoterapia domiciliar para os idosos, não deixe de ler também nosso texto sobre 4 exercícios para amenizar problemas respiratórios!

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