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É muito comum associarmos a idade avançada a diversos tipos de incômodos e doenças. Porém, é preciso ter em mente que a dor no corpo em idosos, apesar de bastante comum, não é algo natural. O que isso quer dizer? Que é necessário darmos a devida atenção e levarmos a sério as queixas de avós e pais já mais velhos.

Precisamos considerar também que, muitas vezes, essas reclamações não estão diretamente ligadas a problemas físicos. Questões emocionais, às vezes, fazem parte da composição desse quadro. Portanto, esse é um bom motivo para darmos crédito às reclamações e observarmos mudanças de humor, de postura e de interesses — verdadeiros sinalizadores.

Neste post, explicaremos quais são as dores mais comuns que acometem a terceira idade, como elas se manifestam e como podem ser tratadas. Continue lendo e tire todas as suas dúvidas!

Quais são os tipos de dor no corpo em idosos mais comuns?

O primeiro ponto em relação aos cuidados com idosos é conhecer e saber identificar quais são as fontes reais de suas dores e reclamações. A seguir, pontuamos as principais.

Artrite reumatoide

No caso da artrite reumatoide, as articulações de mãos, pés e punhos são as mais atacadas. É comum ocorrer inchaço e rigidez no período da manhã, especialmente. Porém, acontece de durarem horas sem nenhum alívio.

Diferentemente da artrose, como explicaremos logo abaixo, o processo inflamatório da artrite é contínuo, significando que o mal perdura por um longo período. Além dessas características já mencionadas, ocorre a deformação das articulações, que atrapalha os movimentos.

A fim de evitar uma possível incapacidade física, o diagnóstico correto e o tratamento adequado são imprescindíveis. Ambos devem ser feitos por profissionais capacitados, uma vez que requerem exame laboratorial e o uso de medicação.

O medicamento ministrado auxilia no combate à inflamação, amenizando as crises e diminuindo os sintomas. Não há cura definitiva, mas esse cuidado é essencial para uma melhor qualidade de vida.

Um complemento relevante para a eficácia do tratamento é a terapia ocupacional para idosos. Afinal, o trabalho do terapeuta auxiliará no fortalecimento das articulações e, provavelmente, na recuperação das funções.

Artrose        

Já a artrose ocorre quando há um desgaste da cartilagem nas articulações, e é chamada também de doença articular degenerativa. Ou seja, a cartilagem — que tem como uma das funções evitar o atrito entre os ossos — começa a se desfazer. No momento em que isso acontece, os impactos deixam de ser amortecidos e o desconforto causado é intenso.

Devido ao fato de o mal-estar surgir em função do atrito gerado entre os ossos desprotegidos, quando a pessoa estiver em repouso, o mais provável é que não sinta o incômodo. É normal também sentir a rigidez matinal, como no caso da artrite reumatoide, porém, com menor duração. Assim, diz-se que seu processo inflamatório é esporádico e não contínuo.

Sendo normal se apresentar nas mãos, joelhos, quadril e na região lombar, essa doença também proporciona um fator limitante — além da dor — que diz respeito aos movimentos e à força. Quando não devidamente avaliada, pode colaborar ainda mais para um desânimo e, até mesmo, uma depressão na terceira idade.

À medida que esse sofrimento se intensifica a ponto de nada melhorá-lo, é comum haver indicação médica para a implantação da prótese — um dispositivo que tem como finalidade substituir a parte do corpo que está apresentando o problema. Hoje em dia, é bastante usual fazer essa cirurgia no joelho, que receberá uma peça artificial em troca da articulação.

Gota

A gota surge devido ao acúmulo de ácido úrico, que é produzido naturalmente pelo organismo. Quando isso acontece, as articulações ficam inflamadas, o que gera inchaço e dor intensa. Em um organismo sadio, o comum é que parte desse ácido seja eliminado por meio da urina — realizado pelos rins —, enquanto que a outra parte permanece no sangue.

Porém, havendo algum desequilíbrio, pequenos cristais serão formados e acumulados em certas partes do corpo. Sendo que as articulações dos pés — no dedão e no tornozelo — e dos joelhos são as mais comuns de serem afetadas por essa doença. Veja quais são alguns fatores que podem elevar o nível de ácido úrico:

  • uso de medicamentos;
  • elevada produção do ácido;           
  • baixa capacidade excretora.

Não há cura para essa doença, porém, de toda forma, é possível mitigar as crises com o acompanhamento médico e o controle do nível do ácido. É mais comum em homens do que em mulheres e sua primeira manifestação costuma durar de 3 a 10 dias. Depois de alguns meses e, até mesmo, alguns anos, as crises podem retornar.

Fibromialgia

A fibromialgia é uma doença que se sente em toda a musculatura do corpo, além disso, há situações em que causa alterações no sono e no intestino. A depressão e o cansaço extremo também se fazem presentes em muitas ocorrências da doença. Uma dica importante é que ela costuma ser mais intensa logo pela manhã.

Ela é uma síndrome crônica, ou seja, é persistente e proporciona uma extrema sensibilidade ao sistema nervoso. É daí que, muitas vezes, os pacientes com fibromialgia são bem sensíveis ao toque. Apesar da possibilidade de ocorrer em qualquer parte do corpo, ela atinge pontos peculiares e que trazem a sensação de que a dor é generalizada.

Os pontos mais comuns em que ela se manifesta são:

  • na frente e atrás do pescoço (nuca);
  • atrás dos ombros e também em direção à coluna;
  • acima do peito, na altura dos ombros;
  • cotovelos;
  • acima das nádegas, na região lombar;
  • quadris;
  • joelhos.

Exercícios e remédios específicos fazem parte do tratamento. Por esse motivo, é extremamente importante que o diagnóstico seja realizado por um médico e que o acompanhamento das atividades físicas seja feito por um fisioterapeuta. Sem falar que o diálogo entre ambos proporcionará um tratamento mais adequado ao paciente.

Lúpus

Quando o organismo produz uma reação de defesa contra as células do próprio corpo, diz-se que é um processo autoimune. Esse é o caso desta doença chamada lúpus — capaz de afetar vários órgãos, inclusive a pele. Febre, fadiga e dores nas articulações são alguns dos possíveis sintomas. Não há cura, mas é possível minimizar os danos causados.

É imprescindível manter o tratamento para controle, pois, em situações graves, órgãos como coração, pulmão, rins e cérebro podem sofrer sérios riscos. Além do mais, em cada órgão, a manifestação se apresenta de uma maneira, o que dificulta o diagnóstico. Se atacar a pele, é normal surgirem manchas avermelhadas e haver mais sensibilidade à luz solar.

Febre reumática

O mais comum é que a febre reumática ocorra em crianças, mas pode acompanhar uma pessoa por toda a vida. Como o próprio nome diz, a febre é um dos sintomas, assim como desconforto e sensibilidade nas articulações. Essa doença deve ser observada e cuidada com muita atenção, pois, além da dor, ocorre de inflamar e gerar lesões no coração e nos vasos sanguíneos.

Quais são as causas das dores no corpo?

Com tantos tipos diferentes de dor no corpo em idosos, a tensão aumenta em relação à tentativa de prevenir ou tratar da melhor forma esses incômodos causados, na maior parte das vezes, pelas doenças elencadas anteriormente. A seguir, você vai entender as maiores causas, a fim de identificar com mais facilidade a existência de algum problema na saúde da pessoa idosa.

Obesidade

Mesmo sem apresentar doenças cujos sintomas incluem a dor, as pessoas obesas tendem a sofrer mais desse desconforto do que as que não estão acima do peso. Isso porque essa condição física gera um maior desgaste das partes delicadas do corpo. E, com a idade, músculos, ossos e tendões tendem a enfraquecer. Somando-se isso ao peso elevado, acaba por ocorrer um favorecimento degenerativo.

Um outro aspecto é que, se a pessoa idosa já tiver alguma doença que não favoreça a mobilidade — ou traga algum desânimo — corre-se o risco de se instalar um círculo vicioso. Ou seja, o idoso se movimenta menos e, se houver a tendência, ocorre o sobrepeso. Ao engordar, aumenta-se o incômodo e o cansaço que, por sua vez, dificultam o tratamento.

As dores mais comuns em obesos ocorrem nas articulações e na região lombar — duas partes já bastante fragilizadas em um organismo mais envelhecido. Vale ressaltar que a obesidade está ligada a um alto índice inflamatório, assim, incluir na dieta alimentos com poder anti-inflamatório é uma das formas de prevenção.

Desgastes

Os desgastes decorrentes da vida se tornam evidentes quando chega a velhice, isso é fato. Agora, dá para imaginar as consequências de uma vida não muito saudável? Certamente, há uma probabilidade maior de que as degenerações sejam mais profundas e dolorosas. Daí a importância de estarmos atentos e conscientes, desde cedo, a respeito do funcionamento e dos limites do próprio corpo.

Em regra, movimentos repetitivos e realizados em excesso — em decorrência do trabalho ou mesmo no dia a dia — são fatores que geram esses desgastes. Além disso, atividades físicas praticadas de maneira incorreta e a fraqueza muscular também contribuem para um agravamento degenerativo. Com o avançar da idade, tudo isso se acumula, trazendo dor e sofrimento.

Má postura

Desvios posturais não diagnosticados — e também não cuidados — prejudicam a aparência e a saúde ao longo da vida. Desde a infância essa é uma questão que precisa de atenção! Afinal, carregar peso em excesso — com mochilas inadequadas — e realizar exercícios físicos de maneira incorreta podem predispor a criança a problemas na coluna quando alcançar a vida adulta.

Porém, precisamos saber que não apenas questões físicas trazem problemas de má postura. Fatores emocionais, como medo, ansiedade e estresse também influenciam diretamente na posição física da pessoa diante dos acontecimentos da vida. Portanto, eles refletirão na forma como alguém anda, senta e deita. Com isso sendo repetido por vários anos, certamente haverá consequências negativas.

De acordo com o Ministério da Saúde, 18,5% da população tem alguma doença crônica na coluna como cifose, lordose, artrose, escoliose ou hérnia de disco. É sabido que boa parte desses casos está relacionada à má postura. Assim, devemos incorporar em nosso dia a dia a consciência e a prática de bons hábitos posturais.

Fatores genéticos

Algumas das doenças citadas neste post provêm de fatores genéticos, como a artrose que acomete as mãos — o mais comum é que ela seja fruto dessa herança. Nesse caso específico, sua ocorrência se apresenta por meio dos denominados nódulos de Heberden, que são inchaços enrijecidos, popularmente chamados de calos.

Uma enfermidade ainda não citada e que apresenta esses fatores é a diabetes. E, em se tratando de um paciente diabético idoso, há uma maior suscetibilidade a complicações cardíacas e vasculares, justamente em função da idade. Sem falar das questões cognitivas, do aparecimento da depressão, do alto risco de quedas e, consequentemente, do surgimento de fraturas.

A baixa dos níveis de glicose leva a tonturas e fraquezas em geral, além de poder gerar confusão e delírio. Toda essa conjuntura representa um agravante na sensação de dor e desconforto. Além do mais, a diabetes leva a outras consequências, como a doença renal, que abordaremos a seguir.

O hipotireoidismo e o hipertireoidismo podem ter causa genética também. O importante aqui, é ressaltar que se apresentam de forma diferente em idosos ao se comparar com pessoas mais novas. Por exemplo, no caso da hiperatividade da tireoide em jovens, ocorre agitação e perda de peso. Porém, a partir dos 65 anos, são comuns a sonolência e a depressão.

Doença renal decorrente da diabetes

Os rins têm a função importantíssima de filtrar as impurezas que colocamos para dentro de nosso organismo. Em decorrência de uma dieta às vezes não muito saudável ou do uso prolongado de medicamentos, esse órgão vai ficando sobrecarregado. E, com a presença da diabetes, isso pode se agravar ainda mais.

Os alimentos, ao serem processados, geram resíduos. Uma parte deles é reutilizada pelo organismo e a outra, excretada. Porém, o alto índice glicêmico — próprio da diabetes — fará com que os rins tenham que filtrar uma grande quantidade de sangue. Dessa maneira, parte daquilo que seria reutilizado acaba indo embora pela urina.

Sem os devidos cuidados — diagnóstico correto, acompanhamento médico e tratamento — os rins ficam sobrecarregados. Isso faz com que a capacidade de filtragem seja diminuída, podendo até ser perdida. Caso isso aconteça, significa que a doença está em um estágio avançado, com uma grande possibilidade de ser necessário fazer hemodiálise ou transplante.

Fatores hormonais ou ambientais       

O lúpus, citado anteriormente, tem como uma das causas a tendência genética. Mas os estudos não são definitivos. Entretanto, as doenças autoimunes podem ocorrer devido à mistura de fatores hormonais, ambientais e genéticos. De acordo com o Ministério da Saúde, a teoria mais aceita é que fatores externos estejam envolvidos na ocorrência da condição, principalmente quando há predisposição genética.

Qual a importância da consulta médica?

O medo de incomodar familiares não deve ser um impeditivo para a busca de soluções. Contudo, muitas vezes, é justamente isso o que acontece. Segundo relatos médicos, é costumeiro o paciente idoso chegar no consultório e dizer que está tudo bem. Mas, quando questionado se sente alguma dor em algum lugar específico, a resposta é afirmativa.

Daí a importância de seguir com as consultas médicas regulares, pois o profissional tem a forma adequada de conduzir o diálogo de maneira a descobrir o que se passa. Além do receio de ser considerado chato, a naturalização da dor na velhice e a possibilidade de doenças graves são outros fatores que levam o idoso a não relatar o sofrimento.

Uma observação a ser feita pelo cuidador do idoso, que não consegue — no caso de demência em idosos — ou não quer se expressar adequadamente, é a mudança de comportamento repentina. Pois, quando isso acontece, há grande chance de que algum incômodo intenso esteja acontecendo. Esse é um momento-chave de levá-lo à consulta para a realização do diagnóstico.

O risco da automedicação

É fundamental alertar para uma situação que, infelizmente, é bastante comum — a automedicação. Mesmo que seja apenas um anti-inflamatório, não é recomendada a sua administração sem o consentimento médico. Alguns medicamentos podem levar à hipertensão ou, até mesmo, à disfunção renal. Se o idoso já fizer uso de outros remédios, aí o perigo é agravado.

Para exemplificar melhor, no caso de uma artrite reumatoide, o paciente que toma constantemente o anti-inflamatório costuma sofrer de gastrite. Nesse caso, faz-se necessário ingerir outro medicamento que atuará na proteção do estômago. Mas a combinação deles deve ser avaliada por um especialista, a fim de não correr o risco de afetar mais outro órgão.

É bem mais sábio agir com precaução do que precisar parar em uma emergência. Assim, mantenha a consulta médica em dia. E lembre-se de que a periodicidade da visita dependerá do paciente, do tipo de doença e dos medicamentos utilizados — sem falar, obviamente, das orientações do médico responsável.

Por que há necessidade de atividade física regular?

Como a prevenção é o melhor remédio, praticar exercícios físicos regularmente é uma das melhores atitudes para manter o corpo saudável. Afinal, a atividade fortalece os músculos e movimenta as articulações, além de manter a concentração e os reflexos em dia. 

Vale destacar que devemos criar o costume de praticar atividade física desde cedo, a fim de termos uma velhice longe de enfermidades. Entretanto, não há problema em iniciar a prática em idade mais avançada. Portanto, não há desculpas! Apesar disso, sabemos que é mais complicado conquistar essa mudança quando se é mais velho.

Melhores exercícios para idosos

Ao falarmos em exercícios físicos, devemos lembrar que existem diversos tipos e que, certamente, algum deles se encaixará com o estilo de vida e o perfil de cada um. Entre as atividades mais recomendadas para idosos, podemos citar:

  • caminhar;
  • dançar;
  • nadar;
  • fazer hidroginástica;
  • alongar;
  • praticar ioga;
  • praticar tai chi chuan.

O importante é trabalhar a resistência, o fortalecimento muscular, o equilíbrio e a flexibilidade. Também é fundamental lembrar que a prática regular de exercícios físicos ajuda a prevenir doenças do coração e arteriais, além de diabetes e alguns tipos de câncer. Os benefícios são diversos. Assim como os já citados, há também:

  • diminuição da pressão arterial;
  • equilíbrio da gordura corporal;
  • ganho de massa muscular;
  • alegria e sensação de bem-estar.

Como escolher o colchão correto?

Um fator não menos importante do que os já mencionados, é a escolha do tipo de colchão. Dores na região lombar são um bom indicativo de que há algo errado sobre o local em que se fica deitado boa parte da noite e, quem sabe, também do dia.

Há causas específicas que levam a esse tipo de desconforto. Porém, é possível que eles ocorram e não se consiga estabelecer exatamente a causa. Contudo, há uma grande chance de que uma noite mal dormida é um desses fatores. Logo, da mesma forma que se sabe que um colchão ruim pode causar dor nas costas, de acordo com os especialistas, um bom colchão proporciona melhoras consideráveis.

Colchão de espuma ou colchão de mola?

Se você for comprar um colchão de espuma, saiba que é fundamental escolher a densidade correta. Essa será definida em função do peso do usuário. Caso não esteja de acordo, pode ocorrer deformação da coluna e proporcionar algum mal. Uma pessoa muito leve, por exemplo, não deve utilizar colchões duros, pois pode haver intensificação do incômodo.

O colchão de molas, apesar de mais caro, tem maior durabilidade. Além disso, a tecnologia das molas oferece mais conforto, pois garante firmeza à coluna. Com essa garantia, os contornos do corpo são respeitados, o que é altamente benéfico para quem sente incômodos na lombar ou em qualquer outra parte da coluna.

Diante de tudo isso que analisamos neste post, o mais importante a frisar é que a atenção e o cuidado são essenciais. Existem tratamentos e formas de se aliviar tanto a dor aguda, que é aquela vem repentinamente, quanto a crônica, que é persistente e que fica presente por dias, meses — ou que vai embora, mas sempre retorna.

Em geral, atitudes preventivas são as mais indicadas para que se tenha uma vida e uma velhice saudável. Assim, beber água constantemente, evitar produtos industrializados e álcool em excesso são boas práticas que compõem uma das receitas médicas mais assertivas. A dor no corpo em idosos pode ser prevenida e deve ser tratada a partir de diagnósticos confiáveis.

Você achou importante saber sobre as dores em idosos? Então continue por aqui e fique por dentro dos maiores desafios da quarta idade!

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