Sintomas de AVC em idosos: saiba como identificar e agir

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Os sintomas do AVC em idosos são complexos e podem ser muito graves. Isto significa que podem ocorrer em poucos minutos após a crise ou apresentar manifestações observadas em longo tempo.

Além disso, o AVC é uma das condições clínicas que mais preocupam a saúde pública. Ainda que seja uma das doenças mais comuns em idosos, ele pode atingir pessoas de qualquer idade.

Destacamos que a idade avançada e o estilo de vida contemporâneo — marcado pela exposição ao estresse excessivo — estão associados ao aumento do índice de morte por doenças cerebrovasculares.

Quer saber mais? Veja, então, como identificar os sintomas de AVC em idosos e qual é a melhor conduta perante uma situação de risco. Boa leitura!

Quais são os tipos de AVC?

Embora os sintomas sejam semelhantes, o AVC — chamado popularmente de derrame cerebral — está classificado em dois tipos: o mais comum é o isquêmico e o mais raro é o hemorrágico. Em ambos, ocorre a morte dos neurônios e, conforme a extensão da área afetada, eles podem resultar em graves sequelas.

Na realidade, o termo foi renomeado para AVE, que significa acidente vascular encefálico, englobando outras estruturas neurais igualmente importantes e afetadas na ocasião do diagnóstico. As consequências variam de acordo com a gravidade. Há o risco de paralisias, perda de memória, comprometimento visual ou dificuldade na expressão da fala ou dos sentidos. Nos casos mais sérios, o derrame cerebral pode deixar o paciente acamado ou levá-lo à morte.

Além disso, as consequências estão diretamente relacionadas às áreas neurais afetadas, ao tempo para socorro médico, às estratégias medicamentosas e cirúrgicas utilizadas e às ferramentas para a recuperação neuronal após o distúrbio. Para melhor compreensão do tema, confira as diferenças entre as duas modalidades da doença.

Acidente Vascular Isquêmico

Primeiramente, vale lembrar que a falta de oxigênio no cérebro é chamada de isquemia. Nesse caso, um coágulo provoca o fechamento de uma artéria e impede o fluxo de sangue. Como ele conduz o oxigênio, esse bloqueio deixa a região cerebral sem o nutriente. Com a interrupção do aporte de nutrientes, ocorre a isquemia no cérebro e a morte dos neurônios, que são as células cerebrais. Quando a falta de oxigênio atinge uma grande área, provoca o AVC isquêmico.

Essa modalidade de derrame cerebral também pode acontecer por interrupções nos mecanismos de bombeamento cardíaco. Se ocorrer alguma falha e o coração não bombear o sangue adequadamente, o menor fluxo sanguíneo pode causar a morte dos neurônios. Também pode ocorrer interrupção de sangue por meio do estreitamento da veia carótida, localizada no pescoço. Nesses casos, o derrame pode ter proporções maiores se não for detectado rapidamente.

O acidente isquêmico é mais frequente, sendo a recuperação mais favorável por conta da menor complexidade, se comparado ao tipo hemorrágico. Porém, os sintomas desse AVC em idosos podem demorar a ser percebidos. Ademais, os protocolos clínicos determinam que, após a detecção dos sintomas sugestivos de AVC, o familiar encaminhe o paciente dentro de um prazo de poucas horas para iniciar o tratamento medicamentoso. Assim, a efetividade é maior.

Acidente Vascular Hemorrágico

Ocorre por consequência de uma ruptura nos vasos sanguíneos que irrigam o interior do crânio. Tal derramamento de sangue pode ser o resultado de algum tipo de aneurisma, que é um fator causal do AVC: a doença contribui para a dilatação das artérias cerebrais. Essa dilatação expõe a pessoa ao risco de ruptura e de extravasamento de sangue. Além disso, o AVC hemorrágico pode ser uma consequência de lesões em vasos sanguíneos.

Contudo, algumas pessoas têm um aneurisma sem se dar conta de sua existência e outras descobrem por meio de exames eletrofisiológicos. Na primeira situação, se não houver ruptura, é possível conviver com o aneurisma, desde que se realizem exames periódicos.

No segundo caso, alguns médicos recomendam a chamada “clipagem do aneurisma”, procedimento que “isola” essa região, impedindo sua ruptura. Esse processo é avaliado cuidadosamente quando o paciente é idoso.

Sabe-se, porém, que os casos mais evidentes resultam de rompimentos relacionados à pressão arterial muito elevada. Por isso, doenças como a hipertensão — popularmente conhecida como pressão alta — figuram como importantes fatores de risco para a ocorrência de AVC.

Quais são as principais causas de AVC?

A literatura médica aponta várias condições que contribuem para a ocorrência de derrames, principalmente na terceira idade. Manter o controle da saúde do idoso por meio de exames de rotina e priorizar hábitos saudáveis ajudam na diminuição desses fatores de risco.

Todavia, algumas situações favorecem a incidência de AVC na população. Além das questões ligadas ao sexo — os homens são mais vulneráveis —, as que merecem atenção especial são as que veremos a seguir.

Hipertensão arterial

Essa condição, quando está descontrolada, força a passagem de sangue pelas artérias e pode provocar lesões nos vasos. Além disso, outro problema relacionado à função circulatória é a ocorrência de trombos ou êmbolos venosos, que trazem graves complicações e resultam em AVC.

Colesterol elevado

Os níveis elevados de gordura no sangue, principalmente de colesterol, formam placas nas paredes dos vasos. Essas, por sua vez, dificultam a passagem, o que colabora para triplicar as chances de AVC.

Diabetes

Como o diabetes é uma doença de ordem metabólica originada pela falta ou resistência à insulina, ele eleva os riscos de um AVC. Isso pode ser explicado pelo excesso de açúcar no sangue. Tal condição aumenta as chances de ruptura dos vasos e de inflamação das artérias.

Tabagismo

Ainda que a pessoa fume poucos cigarros por dia, a chance de ter um AVC é bem maior. As substâncias químicas que compõem a fumaça comprometem muito a saúde dos pulmões. Além disso, elas reduzem a capacidade de filtração renal e sobrecarregam a função circulatória.

Sedentarismo

Para reduzir a incidência de AVC, principalmente na terceira idade, a prática de atividade física deve ser estimulada. Por estar associado à obesidade, o sedentarismo aumenta as chances de desenvolver a doença. Tanto o excesso de peso quanto o comprometimento da função cardíaca são fatores de risco preocupantes.

Sabe-se também que a obesidade aumenta resistência à insulina, ou seja, impede que esse hormônio exerça sua função biológica de colocar a glicose para dentro das células. Com isso, pode contribuir para o desenvolvimento do diabetes tipo 2.

Como identificar os sintomas do AVC em idosos?

Tanto os familiares quanto os responsáveis pelo cuidado com indivíduos da terceira idade devem conhecer as formas de identificar os sinais de alerta e os sintomas característicos de um AVC. Além disso, manter a calma e providenciar ações que podem minimizar os prejuízos causados pela doença são aspectos essenciais.

Para tanto, observe os principais sintomas que podem indicar o risco iminente de um AVC:

  • confusão mental;
  • alterações na visão;
  • tontura ou desmaios;
  • problemas para falar;
  • dor ou fraqueza generalizada;
  • paralisia da face ou dos membros;
  • dor de cabeça intensa e repentina;
  • dificuldades para manter o equilíbrio;
  • sensação de formigamento pelo corpo;
  • sensação de dormência na face, nas mãos ou nos pés;
  • paralisia repentina de um dos lados do corpo;
  • fala arrastada e desconexa da realidade;
  • sangramentos nos ouvidos sem motivo aparente.

Como agir perante um idoso que sofre um AVC?

Perceber os sinais de que alguém sofre um AVC é fundamental para o socorro imediato. Os cuidadores de idosos precisam ter aptidão para lidar com essas situações, já que a conduta adequada pode salvar a vida da pessoa.

Aos sinais mais evidentes, a orientação é manter o idoso deitado em um local ventilado até providenciar, urgentemente, um meio de conduzi-lo ao hospital mais próximo. Também é possível entrar em contato com o serviço móvel de urgência do sistema público de saúde ou de empresa conveniada.

Mediante a impossibilidade de levar o idoso para o pronto-socorro, convém chamar imediatamente uma ambulância, explicando sucintamente as características e a duração dos sintomas. Quanto mais rápido ele for, maiores serão as chances de recuperação. Além disso, se o indivíduo for atendido logo, há a redução da gravidade das sequelas.

Por fim, priorizar cuidados básicos com a saúde é ideal para superar as doenças da terceira idade. A ajuda profissional e o apoio de instituições especializadas são um importante diferencial, pois, além de minimizarem os impactos dos sintomas de AVC em idosos, ainda proporcionam melhor reestabelecimento da saúde.

Como prevenir o AVC em idosos?

Essa doença cerebral pode afetar significativamente a qualidade de vida do idoso e alterar a independência dele para realizar as atividades cotidianas, como aquelas relacionadas ao convívio com os amigos e familiares, além de demandar um custo financeiro maior. Portanto, algumas medidas preventivas são recomendadas para diminuir a possibilidade de desenvolver um AVC e manter uma vida saudável na velhice. Confira aqui as recomendações clínicas!

Utilizar racionalmente os medicamentos prescritos

Idosos que têm doenças crônicas como diabetes e hipertensão costumam ingerir diversos medicamentos com horários e recomendações farmacêuticas diferentes. Para tanto, é imprescindível manter uma organização da rotina e dos remédios, bem como relatar para os profissionais qualquer desconforto após a utilização destes últimos.

Nesse contexto, se enquadram relatos de ineficácia terapêutica  ou seja, medicamentos sem efeitos positivos para normalizar a pressão arterial constantemente elevada  ou queixas de desconfortos gástricos  como queimação no estômago após a administração do anti-hipertensivo.

Também é imprescindível relatar aos médicos e farmacêuticos qualquer medicamento usado por conta própria, para que seja apurada a possibilidade de interações medicamentosas com os remédios já habitualmente usados.

Controlar o diabetes

Conforme mencionado anteriormente, o idoso diabético tem mais chances de ter um AVC se comparado àquele sem a doença, devido aos riscos bioquímicos. Por isso, é fundamental que ele ou o seu cuidador façam o controle rigoroso da taxa de glicose no sangue. Nesse caso, recomenda-se anotar os valores obtidos da glicemia em cadernos ou cadernetas específicos para essa finalidade, a fim de facilitar a interpretação desse parâmetro pelo médico endocrinologista.

Essas medidas servirão como norteadoras para iniciar ou suspender a terapia medicamentosa e solicitar novos exames laboratoriais, principalmente em idosos, em que a variação da taxa de glicose sanguínea é mais frequente.

Priorizar uma alimentação saudável

Os sintomas de AVC em idosos são críticos e podem gerar complicações severas. Portanto, é importante evitar os comportamentos prejudiciais à saúde e estimular aqueles que trazem benefícios.

Nesse contexto, uma alimentação saudável e balanceada, composta por legumes, frutas e oleaginosas, é fator de proteção contra o desenvolvimento do AVC, ao passo que a rotina alimentar baseada em frituras e gorduras saturadas pode ser um risco para saúde cerebral. Por isso, é interessante que o idoso faça um acompanhamento nutricional periódico para evitar desequilíbrio de nutrientes e introduza suplementos ou siga dietas especiais para a sua faixa etária.

Estimular a prática regular de atividades físicas

Os benefícios das atividades físicas são notórios para qualquer faixa etária, mas nos idosos eles são potencializados. Entende-se como atividade física qualquer movimento do corpo, sendo que um passeio com o cachorro ou o uso das escadas em substituição ao elevador já contam.

Todavia, os exercícios condicionados, coletivos, aeróbicos ou anaeróbios promovem benefícios superiores aos que são praticados rotineiramente. Por isso, é recomendado, com autorização médica, o pilates, a hidroginástica e as caminhadas em turma, entre outros, desde que o idoso esteja com as roupas adequadas e disposto a realizar os exercícios com prazer.

Evitar maus hábitos na velhice

O tabagismo e o alcoolismo são fatores de risco para diversas doenças antes e durante a velhice. Sendo assim, não existe uma quantidade segura de cigarros e o limite de bebidas alcoólicas deve ser menor que o de um adulto jovem.

Isso se explica pela metabolização mais lenta do álcool, que pode provocar um acúmulo a longo prazo, principalmente em idosos obesos, e contribuir significativamente para o desenvolvimento dos sintomas do AVC.

Como você deve ter percebido, os sintomas do AVC em idosos são complexos e devem ser identificados o mais rápido possível para evitar danos cerebrais grandes. Sendo assim, é crucial entender os tipos da doença, os fatores desencadeantes e como diminuir a possibilidade de ocorrência por meio da adoção de hábitos saudáveis e eliminação dos comportamentos nocivos.

Já conhecia os sintomas de AVC em idosos? Quer ficar por dentro de outros assuntos importantes para a terceira idade? Então, não deixe de saber também como identificar e lidar como o estresse nessa fase da vida!

Escrito por:

Marcus Vinicius Zorub Montanha – Diretor Técnico

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