0

A osteoporose é uma doença comum que afeta principalmente idosos e mulheres em idade pós-menopausa, mas que pode estar presente em todas as fases da vida.

Com o aumento da expectativa de vida, as chances de desenvolver essa doença também são maiores. Por isso, é importante conhecermos a sua definição, suas causas, sintomas e, principalmente, aprendermos como tratar a osteoporose para que seja possível melhorar a qualidade de vida na idade madura.

Preparamos este post para que você tenha todas essas informações e muito mais. Confira! 

O que é a osteoporose?

A osteoporose é uma doença metabólica caracterizada pela redução da densidade óssea, causando o aumento da fragilidade dos ossos e tornando-os mais suscetíveis a fraturas.

Para que essa ideia fique mais clara, precisamos entender que o tecido ósseo está sempre se renovando por meio de dois processos: a reabsorção e a formação óssea.

Durante a reabsorção, parte da nossa estrutura óssea é dissolvida e digerida por alguns ácidos e enzimas. Já durante a formação, como o próprio nome indica, existe a formação de parte da nossa estrutura óssea.

Esses dois processos, quando em equilíbrio, permitem que os nossos ossos cresçam, modifiquem-se e adaptem-se às necessidades do nosso corpo. Entretanto, se existe um desequilíbrio nesses mecanismos, fazendo com que a reabsorção supere a formação, o tecido ósseo é prejudicado.

Quando isso acontece, e o nosso organismo não é capaz de produzir mais do que destrói, perdemos massa óssea. Se essa perda for acentuada e a densidade dos nossos ossos reduzir de forma progressiva, temos a osteoporose.

Diante dessa situação, os ossos se tornam mais vulneráveis e mesmo situações corriqueiras podem causar fraturas e lesões. Ocorre também a diminuição da absorção de cálcio e outros minerais. Com isso, a osteoporose pode reduzir a qualidade de vida e trazer transtornos para aqueles que desenvolvem a doença.

Como diagnosticá-la?

Como dito, a osteoporose é dada pela redução progressiva e acentuada da densidade óssea. Entretanto, quando essa redução é limitada e acontece por um curto período de tempo, causando apenas uma leve perda de massa nos ossos, temos uma condição denominada osteopenia.

De forma simplificada, a osteopenia pode evoluir para osteoporose. Por isso, o diagnostico médico é essencial para determinar se uma pessoa tem ou não osteoporose, ou se ela encontra-se ainda na osteopenia, que, ao contrário da osteoporose, pode ser revertida e não é considerada como uma doença.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o diagnóstico da condição é dado com base nos valores de densidade mineral óssea ou DMO. Esse valor é obtido em exames de análise computadorizada que informam a quantidade de fótons que passam pelo corpo e, então, é comparado com uma tabela de normalidade.

Quando os resultados encontram-se fora dos limites dessa tabela de normalidade, mas têm um desvio padrão entre -1 e -2,5, a situação ainda é de osteopania.

Para que a osteoporose seja diagnosticada, os valores encontrados precisam estar abaixo de -2,5 desvios padrões.

Quais as causas da osteoporose?

Agora que você já sabe o que é a osteoporose, é importante falarmos sobre as causas dessa doença.

A diminuição progressiva da massa óssea pode acontecer por vários motivos  entre os mais conhecidos pela população, estão o envelhecimento natural e a deficiência de cálcio no organismo.

Como o cálcio atua diretamente na produção do tecido ósseo, a falta desse mineral prejudica o processo de formação dos nossos ossos. Isso significa que uma alimentação pobre em cálcio pode favorecer o desenvolvimento da doença.

A osteoporose também pode ser causada pela deficiência de substâncias que atrapalham a absorção ou a fixação de cálcio pelo organismo, como a vitamina D e o hormônio estrogênio.

Por isso, a menopausa também pode ser considerada uma das causas da osteoporose: quando uma mulher para de menstruar, existe a redução da produção de estrogênio, dificultando a fixação do cálcio e, consequentemente, facilitando o processo de perda óssea.

Doenças renais, intestinais, hormonais (como hipotireoidismo), doenças reumáticas e outras também estão associadas ao desenvolvimento da condição.

Quais os sintomas da doença?

Em muitos casos, a osteoporose é uma doença de poucos sintomas. De forma geral, fraturas ósseas nas regiões do punho, fêmur e coluna passam a acontecer com mais frequência, indicando que os ossos não estão saudáveis.

Outros sintomas que podem surgir são:

  • dor nos ossos e articulações;
  • dor na coluna e no pescoço;
  • postura encurvada;
  • fraturas nas vértebras;

Como tratá-la?

É importante ter em mente que a osteoporose é uma doença e, portanto, o tratamento deve ser sempre acompanhado por um profissional da saúde. Somente um médico poderá prescrever a medicação correta, bem como outras mudanças na rotina, de forma individualizada e segura para cada paciente.

Geralmente, o tratamento envolve medicações, mudanças na alimentação e a inserção de atividades físicas que estimulem o fortalecimento do tecido ósseo.

Medicação

Os medicamentos indicados para a osteoporose devem ser tomados de acordo com a recomendação médica, já que cada um tem uma função diferente.

Por exemplo, a Calcitocina poderá ser utilizada para impedir níveis desregulados de cálcio no sangue, enquanto suplementos de vitamina D poderão ser utilizados para uma maior absorção do nutriente.

Existem também medicamentos indicados para o aumento do processo de formação óssea, como o Ranelato de Estrôncio, e para a redução do risco de fraturas, como a Teriparatida.

Alimentação

A alimentação indicada para o tratamento da osteoporose é rica em cálcio. Entre os alimentos indicados, temos:

  • laticínios, como leite, queijos e iogurtes;
  • amêndoas;
  • sardinha;
  • brócolis;
  • tofu;
  • ameixas secas;
  • iogurte de soja;
  • quiabo.

Também é indicado um consumo reduzido de cafeína e cacau, por serem capazes de atrapalhar a absorção de cálcio.

Exercícios físicos

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, as atividades físicas são altamente indicadas para quem sofre de osteoporose. Quando feitas de maneira correta e respeitando as limitações do paciente, elas ajudam no fortalecimento dos ossos.

A atividade mais indicada é a musculação — sempre com acompanhamento profissional. Outra boa opção é optar por seções de fisioterapia para a geração de estímulos de formação óssea.

Também é possível aliar a prática de caminhadas e passeios leves à exposição ao sol. Dessa forma, além de praticar uma atividade física saudável e prazerosa, o paciente aumentará seus níveis de vitamina D.

Apesar de não ter cura, saber como tratar a osteoporose faz toda a diferença na qualidade de vida dos portadores da doença. Um bom médico pode indicar os melhores medicamentos para quem se encontra com perda de massa óssea e fazer indicações para a procura de outros profissionais da saúde, como nutricionistas, educadores físicos e fisioterapeutas. É importante lembrar que, com alguns cuidados básicos, uma pessoa com osteoporose pode levar uma vida normal.

E se você gostou do nosso artigo de hoje e tem interesse em saber mais sobre saúde e bem-estar na terceira idade, confira o nosso post com os cuidados que não podem ser deixados de lado na vida dos idosos. Vamos lá!

Gostou do Blog? Deixe uma uma resposta