Entenda os benefícios da musicoterapia para idosos

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A musicoterapia para idosos é uma estratégia clínica ampla que pode ser aplicada tanto nos pacientes institucionalizados quanto naqueles que residem com suas famílias. Os benefícios dessa terapia são evidentes e são relatados desde a antiguidade.

Além disso, como se trata de uma ferramenta não medicamentosa, pode otimizar o tratamento farmacológico já existente, propiciar melhora na qualidade de vida e desenvolver habilidades nos idosos até então desconhecidas ou pouco exploradas.

Contudo, é preciso iniciar a prática gradativamente e certificar-se da efetividade da terapia, além de observar a sensibilidade acústica, o estilo e a intensidade da música, bem como a periodicidade ao longo da implantação.

Os geriatras, mediante uma anamnese completa, podem encaminhar os idosos para essa terapia, assim como fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais que já conhecem seus benefícios.

Quer conhecer mais sobre a musicoterapia para idosos? Então, não perca nossa explicação sobre esse assunto no post de hoje! Continue a leitura e confira!

Afinal, o que é musicoterapia?

Trata-se da utilização de recursos sonoros com intervenção de um profissional da música em ambientes clínicos, educacionais e residenciais com propósitos terapêuticos definidos. Essa terapia está embasada nos padrões científicos, culturais e sociais.

Desde a antiguidade, os médicos egípcios já consolidavam a ideia de que a música era importante para aumentar a fertilidade feminina, enquanto outros afirmavam que os sons eram fundamentais para a mente humana.

A partir do século XX, devido aos males causados pelas guerras, muitos pesquisadores começaram a investir em técnicas não farmacológicas, com o objetivo de minimizar os traumas vividos pelo paciente. Nesse contexto, a musicoterapia passou a ser classificada como ciência e despertou o interesse de outros pesquisadores.

Quais são as vantagens da musicoterapia para idosos?

A terapia por meio da música é algo contagiante e pode revolucionar pacientes isolados ou sensibilizar grupos de pacientes, que são acometidos pela mesma doença, que, frequentemente, está relacionada a distúrbios emocionais.

Sendo assim, os benefícios dos sons terapêuticos estão relacionados à prevenção, reabilitação e cura de doenças desde que sejam realizados em condições controladas e conforme a aceitação do paciente.

Além disso, os profissionais que realizam essa atividade devem apresentar conhecimento profundo das formas de sensibilização musical e buscar inovações quando os pacientes demonstram tédio, acomodação ou emoções negativas frente a esses estímulos.

Por que tratar idosos com musicoterapia?

O número de idosos vem crescendo exponencialmente e as doenças da terceira idade também, enquanto outras enfermidades se intensificam com o envelhecimento. Ademais, a situação emocional dos idosos pode se fragilizar devido a questões como viuvez, solidão, aposentadoria ou síndrome do ninho vazio.

O uso de medicamentos na geriatria tem um impacto significativo na maior probabilidade de desenvolver reações adversas e diminuição da capacidade para realizar atividades diárias.

Além disso, questões emocionais podem afetar a qualidade de vida dos idosos que mantinham uma rotina controlada antes de um falecimento inesperado do companheiro ou da saída dos filhos da residência, influenciando significativamente na movimentação da casa.

A musicoterapia pode ser útil para distrair aqueles indivíduos que já não têm tantas atribuições diárias ou facilitar a interação com outros da mesma faixa etária, melhorando assim o convívio social.

Quais são as indicações clínicas da musicoterapia?

A musicoterapia para idosos tem o objetivo de modificar os parâmetros neurais já existentes de forma a intensificar a neuroplasticidade e devolver, ainda que parcialmente, algumas habilidades que foram perdidas com a idade e/ou a falta de estímulo.

Isso porque a musicoterapia ajuda a resgatar a memória recente, melhora a linguagem verbal, proporciona domínio do corpo e equilíbrio e diminui o uso de analgésicos para aqueles idosos que sofrem de dores crônicas.

Ouros benefícios são evidenciados pela expressão e organização de processos psíquicos conferindo efeitos calmantes devido à liberação de neurotransmissores serotoninérgicos e adrenérgicos, propiciando também efeitos excitantes.

Quais idosos podem usufruir dessa terapia?

A musicoterapia se destina àqueles idosos com problemas de comunicação verbal, dificuldade de expressar emoções, falta de integração e outros pacientes da terceira idade que sofrem de distúrbios de ansiedade, insônias e problemas cardiorrespiratórios graves.

Os resultados da musicoterapia mostram redução de náuseas durante a quimioterapia do câncer, antecipação da alta hospitalar pós-cirúrgica, diminuição da quantidade de sedativos e melhora a mobilidade dos doentes com Parkinson.

Também funciona como uma excelente ferramenta para os idosos com perturbações psíquicas, como inibição, repressão e dissociação de sentimentos, situações que causam desequilíbrio no ambiente familiar e social.

Existe contraindicação para a musicoterapia?

Como toda terapia não farmacológica, o excesso da atividade pode produzir aversão do paciente. Além disso, existem aqueles com maior sensibilidade acústica, o que pode causar desequilíbrio emocional e de personalidade.

Assim, é importante produzir sons de agrado do paciente e considerar as sensações físicas causadas pelos ritmos. Enquanto alguns indivíduos apresentam efeitos sedativos com a música eletrônica, outros podem causar sintomas alucinógenos.

Outro problema é a exaustão da prática que causa desequilíbrio pelo esforço excessivo e repetido, gerando afonia, desgastes das cordas vocais e cefaleia, assim como também ansiedade e depressão.

Quais são os métodos da musicoterapia?

A musicoterapia para idosos pode ser feita pelo método receptivo ou ativo. No primeiro caso, os profissionais tocam para o paciente e observam sua reação. Esse tipo de terapia é indicado para aqueles com dificuldades motoras.

Na terapia musical ativa, os musicoterapeutas incentivam os pacientes a tocarem os instrumentos ou acompanharem os sons da forma que se sentirem à vontade. Esse método é mais eficaz quando feito em grupo e é indicado para aqueles idosos com dificuldade de interação.

Para os dois métodos, as sessões são curtas e conforme a aceitação dos pacientes e podem ser semanais ou quinzenais. Ademais, os profissionais podem executar os serviços nas residências dos pacientes ou eles se deslocam para os ambientes clínicos.

A musicoterapia para idosos é uma ciência que se aplica para pacientes com diversas condições clínicas. Especialmente para os indivíduos da terceira idade, ela tem proporcionado mudanças significativas na interação social, na capacidade cognitiva e na reabilitação de doenças físicas e emocionais. Todavia, é preciso analisar com cautela aqueles indivíduos que serão beneficiados com essa terapia e quais profissionais podem executar adequadamente essa ciência.

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