Obesidade em idosos: como ajudá-los a ter uma vida mais saudável?

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Segundo o Ministério da Saúde (MS), 52% dos brasileiros estão com o peso acima da média. Esse índice inclui as pessoas com idade mais avançada, o que evidencia a necessidade de buscar medidas para contornar os impactos da obesidade em idosos.

De fato, o excesso de peso entre a população com idade acima de 60 anos é extremamente preocupante, pois resulta em diversas complicações, dada a maior vulnerabilidade a doenças nessa fase da vida.

Pensando nisso, veremos neste artigo as melhores sugestões para reduzir a obesidade em idosos e ajudá-los a ter mais qualidade de vida. Continue lendo!

Como a obesidade agrava outras doenças da terceira idade?

O crescimento da expectativa de vida — e o consequente envelhecimento natural da população — e resultou em mudanças que sinalizam o predomínio de diversas doenças crônicas. Um exemplo é visto em uma pesquisa recente, que destacou a influência do excesso de peso sobre a perda da memória em idosos.

Os problemas resultantes da obesidade na terceira idade são inúmeros, atingindo diferentes órgãos e reduzindo as funções vitais. Complicações que envolvem a limitação física, por exemplo, comprometem a locomoção, as atividades diárias e até a higiene corporal. Essa questão, no entanto, ainda representa riscos mais complexos, já que existem distúrbios bem mais graves associados a ela.

O excesso de peso corporal predispõe o organismo a outras doenças e, por isso, figura na lista dos maiores desafios da saúde dos idosos no Brasil. A intensa relação entre a obesidade e as doenças cardiovasculares e AVC, por exemplo, aumenta as complicações fisiológicas e expõe o indivíduo ao maior risco de morte.

Listamos, a seguir, as doenças mais comuns que surgem em associação à obesidade em idosos:

  • artrose;
  • diabetes;
  • apneia do sono;
  • dores na coluna;
  • insuficiência renal;
  • hipertensão arterial;
  • distúrbios hormonais e glandulares;
  • aumento do colesterol e dos triglicérides;
  • excesso de gordura no fígado (ou esteatose);
  • doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio.

Quais fatores influenciam a obesidade em idosos?

Após os 60 anos, os familiares ou os cuidadores de idosos devem estar alerta quanto às mudanças nas necessidades nutricionais dessas pessoas. Medidas direcionadas à padronização do estilo de vida, sobretudo dos aspectos alimentares, são essenciais.

Como uma característica comum do envelhecimento, a perda gradativa das funções orgânicas exige um olhar mais específico para evitar o surgimento de doenças como a obesidade. Entre os aspectos que mais influenciam esse acúmulo de peso na terceira idade, podemos destacar:

  • ansiedade;
  • sedentarismo;
  • crises depressivas;
  • perda da autonomia;
  • metabolismo mais lento;
  • problemas de locomoção;
  • questões de ordem emocional;
  • doenças típicas do envelhecimento;
  • dificuldade para realizar exercícios físicos.

Por que o cuidado com os idosos garante uma vida mais saudável?

Algumas das doenças do envelhecimento são resultantes de escolhas feitas no passado. Hábitos negativos que se desenvolvem com o tempo e ajudam a somar complicações de saúde aos problemas que acompanham a terceira idade. Por isso, a adoção de um estilo de vida mais saudável precisa ser priorizado desde cedo.

Alcançar uma longevidade saudável é possível. Existem diferentes maneiras de promover um envelhecimento ativo e reduzir os impactos negativos das doenças da senilidade. Vejamos, então, algumas delas.

Estimular a prática de atividade física

A prática de exercícios físicos garante excelentes resultados à saúde mental e física do idoso. A orientação, nesse caso, é priorizar exercícios aeróbicos: caminhadas ao ar livre e alongamento são os mais indicados.

Além desses, a prática do pilates, da ioga e da hidroginástica também deve ser motivada. Essas modalidades auxiliam na recuperação de dores na articulação, melhoram o equilíbrio corporal, ativam a função cardiorrespiratória e fortalecem a musculatura.

Buscar ajuda nutricional

A alimentação dos idosos também requer cuidados especiais. Para aqueles que estão com o Índice de Massa Corporal (IMC) acima do padrão, é necessário uma avaliação do estado nutricional feita por um nutricionista, fundamental à elaboração de uma dieta saudável e nutritiva.

Mediante isso, o responsável ou o cuidador que auxilia a família terá mais facilidade em administrar o plano alimentar necessário à recuperação do peso ideal. Essa atenção objetiva reduzir a massa corporal, mas sem comprometer a nutrição do idoso.

Beber mais água

Uma das principais características do envelhecimento é a perda de água nas células e nos tecidos que formam os órgãos do corpo. Ao nascer, o índice de água corporal de uma pessoa se encontra torno de 90%; quando adulto, essa média é de 70%. Porém, após os 50 anos de idade esse percentual de água no organismo começa a decair.

Por isso, é importante desenvolver o hábito de tomar bastante água para manter esse costume durante a idade avançada. Adquiri-lo na terceira idade também é possível, porém, é um desafio bem mais difícil.

Em qualquer idade (exceto nos bebês), a falta de água provoca o ressecamento da pele, compromete as funções renais, provoca constipação intestinal e contribui para o acúmulo de gordura corporal. Com o passar da idade, esses sintomas são mais evidentes e aumentam a complicação de doenças preexistentes e típicas do envelhecimento. Logo, incentive o idoso a tomar mais água e reduza os impactos da desidratação e da obesidade.

Cuidar das emoções

O aspecto emocional do idoso também merece atenção especial. Muitas doenças físicas, inclusive, surgem em decorrência de agravos de questões emocionais.

A idade avançada traz, naturalmente, algumas peculiaridades que geram a necessidade de mais carinho e atenção. O afastamento da família, a perda do cônjuge, a redução da autonomia, a instabilidade financeira e a incapacidade de gerir a própria vida aumentam o risco de doenças como a ansiedade patológica e a depressão, por exemplo.

Nessa conjectura, é comum que os idosos tentem suprir essa carência emocional e afetiva com alimentos, principalmente guloseimas. Fisiologicamente, o excesso de gordura e de açúcar atribui ao cérebro a sensação de bem-estar. Mas esse hábito é extremamente nocivo, visto que o acúmulo desses nutrientes sustenta a obesidade e podem resultar em danos irreversíveis à saúde dos idosos.

Enfim, muitas são as questões que influenciam a obesidade em idosos. Contudo, como vimos, é possível minimizar o impacto dessa doença. Prover carinho e atenção e cuidar dos aspectos nutricionais proporciona reais condições de superar esse desafio e promover uma longevidade mais saudável. Lembre-se disso!

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