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Nas últimas décadas, tem-se percebido um aumento da população idosa de forma global. Isso se deu graças aos avanços tecnológicos e às mudanças de hábitos dessa população. Porém, nota-se também que vários tipos de demência em idosos têm aumentado de forma considerável.

É um assunto que precisa ser considerado, uma vez que a população idosa tem alcançado maior longevidade. Assim, é cada vez mais necessário entender o que é demência e quais sãos seus principais sintomas para oferecer tratamentos eficazes e mais humanizados a esses pacientes.

Quer entender melhor esse tema e saber quais são os tipos de demência que ocorrem na terceira idade? Leia este post!

O que é demência

A demência não é uma doença, mas um estado clínico provocado por diferentes causas. Ou seja, uma síndrome determinada por alterações de memória, orientação espacial, concentração, raciocínio, aprendizado, julgamento, realização de atividades, linguagem, habilidades visuais e outras.

Todas essas modificações podem vir acompanhadas por mudanças de comportamento ou de personalidade. Tratam-se de sintomas neuropsiquiátricos que representam um declínio de desempenho das funções e não se justificam por outras doenças físicas ou psiquiátricas.

Entre as patologias neuropsíquicas que prevalecem na terceira idade, os quadros demenciais têm destaque. Como possíveis causas conhecidas, a doença de Alzheimer é a mais frequente. Seus sintomas incluem, entre outros:

  • perda de memória recente com repetição das mesmas perguntas ou dos mesmos assuntos;
  • dificuldade para perceber uma situação de risco;
  • mudanças na personalidade ou no comportamento: pode se tornar apático, agitado, isolado, desinteressado, desinibido, inadequado e até agressivo;
  • perturbação noturna ou insônia e consequente troca do dia pela noite.

É importante entender que os sintomas não são os mesmos para todos os pacientes, mesmo que a causa seja: eles podem aparecer ou não. Por se tratar de um quadro degenerativo, o paciente com demência apresenta várias modificações. Com a evolução, surgem novos sintomas ou ocorre o agravamento dos já existentes.

Além da doença de Alzheimer, existem outros tipos de demência em idosos que podem ser classificados em dois grupos: reversíveis e irreversíveis — as do segundo grupo são conhecidas como degenerativas. 

Demências degenerativas

Demência vascular

Segunda maior causa de demência, é provocada por lesões cerebrais, acidentes vasculares cerebrais (AVC), infartos silenciosos (que não dão sinais clinicamente) e acidentes vasculares encefálicos, conhecidos popularmente como derrames.

Os grandes responsáveis, na maioria das vezes, são diabetes mellitus, hipertensão arterial, doença cardiovascular, hipercolesterolemia, fibrilação atrial, tabagismo, trombose, abuso de álcool e herdabilidade genética.

Demência com corpos de Lewy

São as alterações cerebrais chamadas de corpos de Lewy. Tem sintomas bastante similares aos do Alzheimer e o diagnóstico clínico inclui sinais da doença de Parkinson (embora tremores sejam raros), movimentos mais lentos, rigidez da musculatura e alucinações visuais irregulares ao longo do dia.

Os indícios parkinsonianos e as alucinações acontecem no início, enquanto alterações na memória podem não ocorrer. Outros sintomas da doença incluem desmaios, quedas repetidas, delírios e alucinações auditivas.

Demência frontotemporal

Degeneração que acontece no lóbulo frontal do cérebro e pode se ramificar para o lóbulo temporal, de forma a provocar deterioração na personalidade e na cognição. Causa mudanças no comportamento, mais importantes que os problemas na memória e orientação. As alterações podem incluir:

  • impulsividade;
  • inquietude;
  • desinibição;
  • oscilação emocional;
  • perda da capacidade de julgamento;
  • perda de motivação;
  • apatia;
  • desinteresse;
  • isolamento;
  • hipocondria;
  • choro fácil;
  • comportamento exaltado;
  • risos inadequados;
  • irritabilidade. 

Demências reversíveis

Entre as variedades reversíveis da demência estão:

  • hidrocefalia normotensiva;
  • tumores cerebrais;
  • demências metabólicas (alterações nos níveis de açúcar, cálcio e sódio no sangue);
  • níveis baixos de vitamina B12.

Outras demências

Outras demências que podem ser observadas em idosos incluem:

  • doença de Huntington;
  • esclerose múltipla;
  • infecções que podem atingir o cérebro (como doença de Lyme e HIV/AIDS); 
  • traumatismo craniano;
  • doença de Parkinson;
  • paralisia supranuclear progressiva;
  • doença de Pick;
  • doença de Creutzfeldt-Jakob.

Saiba identificar as demências em idosos

Muitas vezes, alguns tipos de demência em idosos são confundidos com as características normais do envelhecimento. É importante, portanto, observar os comportamentos do paciente para compreender o que de fato está ocorrendo.

Deve-se buscar ajuda assim que perceber indícios da demência. Afinal, quanto mais rapidamente ela é descoberta, maiores são as chances de o acompanhamento médico encontrar uma boa maneira para que o paciente viva e conviva com o quadro. Confira, a seguir, alguns sinais de demência.

Repetições

Repetir a mesma frase várias vezes pode ser um sinal. Não conseguir lembrar nomes de conhecidos de forma constante, gaguejar ou pronunciar palavras de forma errada ou com dificuldade também merecem atenção.

Oscilações de humor

Vale ficar atento ao perceber que o idoso está mais devagar, para baixo ou sem vontade de fazer aquilo que o deixa feliz. Além disso, é importante observar se ele começa a fugir de atividades prazerosas, se isola ou apresenta comportamento apático.

Esquecimentos habituais

Fazer ou falar a mesma coisa várias vezes, não lembrar onde guardou alguns objetos, trocar os dias da semana, e sair para fazer algo e não lembrar o que queria fazer são comportamentos que precisam ser considerados.

Como agir e cuidar desse quadro

O primeiro passo é procurar ajuda médica para ser orientado sobre como proceder com os diferentes tipos de demência em idosos. Além disso, é importante:

  • mudar o jeito de se comunicar com o idoso;
  • criar rotinas que favoreçam o dia a dia dele;
  • estimular sua autonomia e independência sem o deixar desprotegido;
  • fazer com ele e nunca por ele;
  • simplificar as tarefas de modo a não frustrá-lo;
  • evitar acidentes;
  • cuidar para que ele tenha segurança e possa ir e vir;
  • trocar o mobiliário da casa para facilitar o acesso;
  • programar viagens que possam favorecer a autoestima do idoso.

É importante entender que, no caso de demências degenerativas, esses cuidados são necessários durante toda a sua existência. Por isso, buscar ajuda psicológica pode ser uma possibilidade que contribua para o idoso e, principalmente, para os cuidadores.

E aí, o post ajudou a esclarecer suas dúvidas sobre os tipos de demência em idosos? Quer mais informações a respeito do tema? Então siga a gente nas redes sociais e fique por dentro de conteúdos semelhantes. Estamos no Youtube, no  Faceboock, no Twitter e no Linkedin.

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