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A importância de fazer checkup na terceira idade não é um mito. Trata-se de um cuidado fundamental para manter uma boa saúde, garantir a longevidade e identificar doenças em estágio inicial que possam ser tratadas sem grandes intervenções.

Além dos exames clínicos, é interessante analisar a capacidade cognitiva. Isso porque tal faixa etária apresenta alguns transtornos típicos ou condições prejudiciais, como solidão, viuvez e saída dos filhos de casa.

Portanto, é essencial realizar um acompanhamento clínico periódico, conversar com o médico e a família sobre as condutas após o diagnóstico e observar qualquer outro problema ao longo do tempo. Para saber mais sobre a importância do checkup na terceira idade, acompanhe as informações que daremos a seguir!

Como funciona o checkup na terceira idade?

O checkup é uma avaliação periódica para detectar precocemente problemas clínicos, avaliar a evolução das doenças já instaladas e monitorar as enfermidades que ocorrem em uma faixa etária específica. Isso costuma incluir os exames de:

  • sangue;
  • urina;
  • avaliação do perfil lipídico;
  • níveis de glicose no sangue;
  • identificação de microrganismos nas fezes ou na urina.

Conforme a faixa etária e os fatores de risco evoluem, os médicos podem pedir exames de hormônios, radiografias e ultrassom das mamas. Também é solicitada a caracterização das enzimas hepáticas e de substâncias que podem predizer um câncer.

Quais são os principais exames que compõem o checkup da terceira idade?

Exames de sangue

Os exames de sangue quantificam as células vermelhas e brancas, além das plaquetas. Se o número de hemácias (células vermelhas) estiver baixo ou com alterações no formato, é possível que o paciente esteja com anemia.

Caso a quantidade de células brancas, também conhecidas como leucócitos, esteja muito abaixo da recomendada, existe um risco maior de desenvolver doenças — principalmente aquelas chamadas de oportunistas, que aparecem quando a imunidade está baixa.

Para evitar distúrbios de coagulação, os níveis de plaquetas devem ser normais. O quadro é perigoso para qualquer indivíduo, porém mais intenso entre os idosos, devido à fragilidade do organismo.

Os testes bioquímicos também são essenciais, pois quantificam as enzimas hepáticas, detectam proteínas inflamatórias e mostram distúrbios do metabolismo que podem influenciar a saúde dos idosos. Quando as enzimas hepáticas estão alteradas, provavelmente há danos no fígado. Já as proteínas do pâncreas em desequilíbrio indicam um possível problema nesse órgão.

Quantificação de glicose no sangue

A glicose é o combustível do corpo, mas precisa ser utilizada da forma correta. O excesso ou a falta da substância é prejudicial para as células, portanto é importante fazer exames periódicos para analisar a glicemia.

Existem dois tipos de exames de glicose: aquele realizado no período em jejum de, pelo menos, oito horas e outros feitos após a refeição — também chamados de glicemia pós-prandial. Ambos os exames ajudam a identificar pacientes com doenças metabólicas.

Uma delas é o diabetes tipo 2, que pode causar problemas renais (nefropatia), distúrbios de visão (retinopatia) e, na pior das consequências, a amputação dos membros inferiores em pacientes idosos.

Quando associado a doenças como hipertensão, depressão e hipercolesterolemia, o quadro aumenta bastante as chances de doenças cardiovasculares e da morte dos pacientes idosos.

Perfil de gorduras no sangue

O perfil lipídico é uma avaliação de todas as gorduras do sangue. São analisadas tanto aquelas consideradas boas quanto as que contribuem para o entupimento das artérias e outros problemas cardíacos.

Por isso, é importante avaliar cada tipo de gordura (colesterol, triglicerídeos etc.) e entregar os exames ao médico, para que ele tome medidas terapêuticas efetivas. A orientação nutricional e o uso de medicamentos hipocolesterolemiantes (que abaixam o colesterol sanguíneo) são algumas das possibilidades.

Isso porque o desequilíbrio no perfil lipídico pode contribuir com o entupimento das veias e artérias, causando a perda da função cardíaca ou cerebral e propiciando o aparecimento de infarto ou acidente vascular cerebral.

Exames de urina

A urina é a excreção dos metabólitos do organismo e tem uma característica específica. Por isso, se o médico solicita a coleta da primeira urina do dia, precisa avaliar a presença de outras substâncias ou microrganismos. Os itens que apresentam risco ao paciente quando detectados na urina são:

  • glicose;
  • alguns íons;
  • microrganismos capazes de causar infecção urinária ou identificar algo sistêmico.

Além disso, quando interpretada pelo médico junto aos exames bioquímicos, a urina traça as causas e consequências do problema identificado, apontando inclusive a melhor maneira de resolvê-lo.

Radiografias e ultrassom

Os exames radiográficos devem ser realizados periodicamente para a identificação de qualquer anormalidade nos pacientes da terceira idade. Nesse contexto, o checkup radiográfico inclui avaliação pulmonar, das mamas, dos ossos e de outros órgãos (conforme necessário).

O raio-X pulmonar revelará disfunções das vias aéreas, enquanto a radiografia das mamas vai mostrar qualquer anormalidade que possa predizer um câncer ou uma massa benigna que precise ser extirpada.

A avaliação óssea é muito importante na terceira idade, pois nesse período é comum a fraqueza dos ossos. Tal fenômeno é chamado de sarcopenia e acompanha também a perda de massa muscular.

Já o ultrassom é um exame complementar e mais específico do que a radiografia. Por isso, é indicado a todos os idosos como forma de acompanhamento para detectar precocemente o câncer de mama.

Avaliação cognitiva

A perda de memória é um processo que ocorre com maior frequência na população idosa, podendo ser um problema gradual ou uma doença neurodegenerativa. Portanto, é fundamental realizar testes que caracterizem a capacidade cognitiva do paciente — que pode ser demência ou outro distúrbio.

Nesse contexto, quando o médico suspeita de algo do tipo, solicita exames de tomografia computadorizada, ressonância magnética ou testes psicológicos que identificam a perda cognitiva e o nível de autonomia do indivíduo.

Assim, após a confirmação do diagnóstico, as intervenções terapêuticas devem ser discutidas com o paciente e seus familiares. Além disso, é preciso avaliar o custo e o incômodo que o idoso terá com tais mudanças.

Como vimos, o checkup na terceira idade é uma sequência de testes solicitada pelo profissional de saúde para detectar problemas precocemente, monitorar a evolução dos já existentes e intervir com estratégias terapêuticas personalizadas. Dessa forma, é essencial realizar os exames conforme solicitação médica, no período determinado e com o acompanhamento dos familiares.

E você, quer mais informações sobre o checkup na terceira idade? Deixe seu comentário!

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