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Nosso cérebro é uma verdadeira máquina. Ao parar para analisar a complexidade de seu funcionamento e das inúmeras ligações nervosas que são construídas nessa região é fácil se impressionar, não é mesmo? 

As particularidades da memória dos idosos devem ser levadas muito a sério. Nessa etapa da vida, muitas dessas ligações começam a falhar e mostrar sinais de que estão entrando em decadência. Por isso, é fundamental que os familiares e cuidadores responsáveis por essas pessoas demonstrem muito carinho e paciência nessa nova fase.

Mas afinal, como podemos auxiliar a memória das pessoas da terceira idade e garantir um envelhecimento saudável do sistema nervoso e de suas habilidades cognitivas? Continue a leitura e confira dicas imperdíveis para tornar isso possível!

Causas das mudanças na memória dos idosos

Na maioria das vezes, não é necessário demonstrar uma preocupação excessiva quanto às alterações sofridas pela memória dos idosos. O esquecimento, a principal queixa da maioria dos pacientes, é um fenômeno bastante comum e está associado ao envelhecimento em grande parcela da população.

À medida que envelhecemos, é comum que certas áreas do nosso cérebro deixem de funcionar tão bem como funcionavam enquanto éramos mais jovens. Ligações nervosas se rompem, células cerebrais (conhecidas como neurônios) acabam morrendo e o nosso pensamento fica naturalmente mais lento. Por isso, lapsos de memória e esquecimentos são comuns.

Além disso, a idade avançada faz com que aprender novas coisas se torne um pouco mais difícil. Isso não significa, no entanto, que o aprendizado seja impossível durante esse período, principalmente se o cérebro for exercitado com uma frequência maior. Lembre-se: quanto mais exercitado, mais rápido o seu pensamento ficará e, consequentemente, a sua memória também.

Seja em grau leve, moderado ou grave, as alterações na memória dos idosos normalmente estão ligadas aos seguintes fatores:

  • deterioramento natural do hipocampo (região ligada à memória);

  • diminuição da oxigenação cerebral, com a redução do fluxo sanguíneo;

  • redução da produção hormonal, que está diretamente ligada à manutenção da saúde do cérebro.

Essas ocorrências podem, pouco a pouco, diminuir as habilidades cognitivas, incluindo a memória. Esse é um grupo de capacidades que envolve a concentração, o foco, o equilíbrio, a coordenação motora e a habilidade de comunicação, por exemplo.

Dicas que devem ser levadas em consideração nesse período

Independentemente do grau de alterações na memória, lidar com idosos nessa situação pode ser um pouco difícil. A paciência é o principal ponto que deve ser levado em consideração, já que é normal que os pacientes se assustem com essa nova realidade. Veja algumas dicas importantes para tratar os idosos que apresentam mudanças na memorização.

1. Invista nas repetições e aprenda a lidar com elas

Um dos fatores mais comuns no processo de redução da memória são as repetições. É bastante usual observar idosos repetindo sempre as mesmas perguntas e se esquecendo de suas respostas logo em seguida.

Nesses casos, é fundamental ter paciência e responder sempre da melhor maneira possível. Além disso, a repetição pode ser utilizada como ferramenta de exercício para a memorização. Por isso, faça também perguntas repetidas com um tom casual para fortalecer as conexões cerebrais de seu familiar.

2. Busque outras formas de comunicação

Como vimos anteriormente, é comum que as alterações na memorização venham acompanhadas de perdas em outros pontos, como a capacidade de se comunicar adequadamente.

Caso isso esteja acontecendo, é necessário buscar alternativas para manter a comunicação sempre ativa. Utilize expressões faciais e corporais, como gestos e sorrisos amplos. Capriche na movimentação para tornar a sua mensagem clara e incentive o idoso a fazer o mesmo com você.

3. Respeite a personalidade do idoso

A redução da capacidade de memorização jamais deve vir acompanhada da perda de identidade do paciente. Os esquecimentos não significam que aquele paciente deve deixar de ter seus hobbies, interesses e gostos pessoais.

Por isso, é muito recomendado que os cuidadores e familiares incentivem o idoso a manter contato direto com seus gostos e sua personalidade. Coloque músicas que ele gosta de ouvir e faça com que ele assista aos seus programas de televisão favoritos, além de realizar passeios em lugares que ele gosta.

4. Mantenha uma vigilância constante

Infelizmente, muitos idosos com problemas de memória podem se perder ou sofrer acidentes. Muito vulneráveis, esses pacientes não devem ser deixados sozinhos em hipótese alguma, especialmente fora de casa.

Por isso, a contratação de um bom cuidador é fundamental para manter a vigilância atenta. Ele será o responsável, junto com a família, por acompanhar o idoso em seus passeios e mantê-lo seguro dentro de casa, assegurando-se de que todas as portas, janelas, utensílios, ferramentas e eletrodomésticos oferecem a segurança necessária.

5. Não deixe de oferecer carinho

Com todas essas dicas, fica fácil perceber como lidar com um idoso com problemas de memória, certo? No entanto, deixamos uma das dicas mais importantes por último: não deixe de mimar e oferecer muito carinho ao idoso em questão, evitando a solidão e outros problemas.

Os laços afetivos são capazes de tornar o dia a dia de qualquer pessoa muito mais fácil, até mesmo quando há problemas de memorização envolvidos. Esse zelo é responsável por dar mais qualidade de vida ao idoso e fazê-lo se sentir acolhido e seguro em meio a tantas mudanças.

Atividades benéficas para o processo de memorização dos idosos

Mesmo com a idade avançada o nosso cérebro ainda é capaz de se regenerar e criar novas estruturas responsáveis pela memorização e por outras habilidades importantes, ainda que em menor velocidade. No entanto, a falta de estímulo pode gerar o efeito contrário e fazer com que alguns elementos ‘’atrofiem’’ e deixem de funcionar como o esperado. Por isso, é preciso exercitar o cérebro diariamente e mantê-lo ativo. Alguns bons métodos para fazê-lo são:

  • conversar bastante com o idoso;

  • fazer com que ele ensine algo a alguém;

  • incentivar o aprendizado de um novo idioma;

  • sugerir aulas, como música, pintura ou dança;

  • investir em jogos que utilizem o cérebro, como o sudoku, palavras-cruzadas e dominó.

Essas dicas devem ser seguidas desde cedo para garantir melhores resultados, mas também oferecem benefícios para aqueles que já apresentam alguma alteração na memória. Na dúvida, inicie-as o quanto antes e observe os resultados.

Como podemos ver, a memória dos idosos sofre diversas alterações com o passar do tempo. Essas mudanças acarretam, logicamente, variações em seu estilo de vida. No entanto, isso não significa que eles não possam ter qualidade de vida, certo? Com essas dicas, é possível mantê-los ativos e garantir um envelhecimento feliz!

Para conferir outras maneiras de garantir a qualidade de vida e a dignidade na terceira idade, confira nosso post sobre os principais benefícios oferecidos aos idosos e fique por dentro desse tema tão importante. Boa leitura!

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