Como cuidar das finanças dos idosos? Vamos conversar sobre isso

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A evolução dos tempos mudaram muitos aspectos da vida humana. Hoje, a expectativa de vida vem crescendo consideravelmente, mas com isso, também aumentam as preocupações de muitas famílias que precisam cuidar, entre outras coisas, das finanças dos idosos.

Sabendo que de forma geral o idoso, com o passar dos anos, vai perdendo grande parte de suas habilidades, sejam elas físicas, emocionais, intelectuais, sociais e/ou financeiras, é importante que seus familiares saibam como lidar com essas questões sem causar mais aborrecimentos e transtornos para o ancião.

Então, quer saber qual a melhor maneira de cuidar do seu idoso, inclusive de suas finanças? Continue conosco! Preparamos um material cheio de dicas que vão ajudar você a conduzir a situação o mais tranquilamente possível.

Finanças dos idosos, até quando são capazes de administrá-las?

Você tem observado que o seu idoso faz um esforço para pagar as contas? O talão de cheques aparece desorganizado? Tem se confundido com as datas dos pagamentos? Tem feito muitas doações? Esquece com frequência de algumas atividades básicas?

Fique atento com doenças de perda de memória, erros financeiros são os primeiros sinais. Se você perceber algum sinal de demência, é um sinal de alerta que merece investigar para intervir, e pode ser a hora de começar a cuidar das finanças do idoso.

Mas, muita calma, é realmente complicado para o idoso aceitar que já não consegue fazer as mesmas tarefas de antes. Para um indivíduo que foi sempre ativo, se aposentar já é complexo. Por isso, a intervenção familiar na questão de administrar os seus bens deve ser planejada com muita cautela.

É um momento muito delicado, o idoso se vê gradativamente perdendo a sua autonomia. A família precisa estar atenta e agir com paciência, não se pode tirar as funções do idoso de forma abrupta. Nessa fase da vida, há a perda intelectual e física, e tirar o poder das finanças do idoso pode gerar um desequilíbrio emocional que precisa ser evitado.

Qual a melhor método para cuidar das finanças dos idosos?

Estabelecer um diálogo para esclarecer alguns pontos é fundamental, pois o dinheiro é algo que traz muitos conflitos familiares e gera desconfiança, muitas vezes por parte do próprio idoso. Portanto, cautela e empatia são atitudes que poderão poupar aborrecimentos e desgastes desnecessários.

O momento deve ser compartilhado e discutido com toda a família. A situação não é tomar conta e assumir a vida dele, isso seria estressante e doloroso para qualquer idoso. Em vez disso, ofereça ajuda no dia a dia, com o pagamento das contas, fazer compras, entre outras tarefas que envolvem a relação financeira.

Isso não só seria menos invasivo, como também proporciona aos idosos confiança, resgate de sua autoestima e consequentemente uma melhor qualidade de vida. O carinho e o cuidado são imprescindíveis para o bem-estar de qualquer pessoa, mas para o idoso é um ideal a ser buscado diariamente.

Como oferecer ajuda sem causar constrangimento?

Fazer com que os idosos sejam francos sobre a situação financeira pode ser muito complicado. Durante anos, foram eles que cuidaram de você, inverter esses papéis pode pesar tanto para o idoso quanto para os familiares envolvidos no processo.

Por isso, uma conversa sincera é importante. Procure abordar o assunto de forma tranquila, sem neutralizar as suas habilidades. Lembre-se, a maioria dos idosos são sistemáticos e resistentes ao novo, portanto, seja tolerante e evite magoá-los.

Uma sugestão de abordagem seria: pai/mãe, estou pensando sobre minha vida financeira a longo prazo e parece que você está indo bem. Como você planejou sua vida financeira? Está tudo bem? Investigue de forma muito sutil e sempre com carinho.

  • Como você tem utilizado a tecnologia em sua vida financeira?
  • Você tem conseguido pagar as contas em tempo hábil?
  • As filas nos bancos, tem sido problema?
  • Como está concentrada a sua vida financeira?

Uma conversa saudável, sem alterações, é propícia para um entendimento em torno das finanças dos idosos. À medida que começar a entender dos assuntos financeiros de seus pais e perceber a necessidade de intervenção, é prudente fazer a transição lentamente, se possível dando a eles autonomia onde podem lidar com ela, isso diminuirá a tensão entre vocês. Mas lembre-se, por razões de saúde, é importante eles manterem uma sensação de autoconfiança e autonomia.

Que novas práticas poderão fazer a diferença?

É o dinheiro deles, mas, como cuidador, você precisa saber o quanto eles têm, onde está guardado e quem tem controle sobre o montante, ou seja, precisará entender sobre todas as transações financeiras do idoso para conduzir esse momento com argumentação adequada, capaz de convencê-lo que precisa de orientação e até intervenção, se for esse o caso.

É importante convocar a família para fazer um levantamento e analisar a situação atual da rotina financeira do idoso para:

  • identificar e realizar os pagamentos regulares;
  • analisar os débitos em conta que são efetuados;
  • saber junto ao banco os documentos necessários para renovação de aposentadoria;
  • identificar e controlar gastos supérfluos que se acumulam, entre outros.

Conversar sobre dinheiro com o idoso é complicado, mas quanto mais cedo conseguir lidar com essa questão, melhor, pois assim poderá protegê-los contra fraudes financeiras e outros erros referentes a dinheiro, bem como garantir suas necessidades no futuro.

Se não se sentir preparado, busque ajuda de um terceiro — um advogado, um planejador financeiro, uma assessoria. É muito comum que o idoso se sinta mais à vontade para se abrir para um estranho do que para a própria família. O importante é viabilizar a comunicação e o entendimento com o idoso para garantir e assegurar a ele um envelhecimento saudável, sem atravessamentos prejudiciais como acontece em tanto casos.

É importante destacar que cuidar das finanças dos idosos não é uma tarefa muito fácil, mas é de extrema relevância que pessoas responsáveis por idosos entendam que essa fase da vida os colocam em vulnerabilidade. Portanto, necessitam cada vez mais de atenção e cuidados para não serem desrespeitados e não terem os seus direitos violados.

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Escrito por:

Marcus Vinicius Zorub Montanha – Diretor Técnico

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