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Manter o equilíbrio emocional é difícil em qualquer época da vida adulta, ainda mais nos dias de hoje com tantas novas informações a serem assimiladas e tantas obrigações. Na terceira idade, essas condições podem causar ainda mais estresse emocional e, por isso, alguns cuidados são recomendados para manter a saúde mental do idoso.

É importante lembrar que tal preocupação com a qualidade de vida traz diversos benefícios, como a menor incidência de doenças cardiovasculares e maior autoestima do idoso, já que, com o equilíbrio emocional, é mais fácil tomar decisões e agir por conta própria, o que dará a ele muito mais independência.

Com tantos cuidados a serem tomados com a saúde do idoso, muitas vezes as questões emocionais são deixadas em segundo plano, como se não fossem importantes, no entanto, elas podem servir como uma espécie de vetor que o direciona para uma vida mais saudável e com mais qualidade.

Para saber mais sobre como manter o equilíbrio emocional do idoso e, desse modo, tornar a sua vida mais agradável, saudável e feliz, continue lendo este guia completo que criamos especialmente para você. Boa leitura!

1. O que é equilíbrio emocional?

O equilíbrio emocional é a capacidade da mente e até mesmo do corpo de se manterem estáveis mesmo diante de situações difíceis e inesperadas, que podem levar a decisões precipitadas e equivocadas.

Ter a capacidade de tomar as próprias decisões é o que mantém a autonomia na terceira idade e, para que elas sejam corretas e coerentes, o equilíbrio emocional do idoso é fundamental. Isso é o que vai garantir uma vida mais feliz nessa fase da existência e, consequentemente, mais saudável também.

2. Qual a importância do equilíbrio emocional na terceira idade?

Junto com a terceira idade vem uma série de limitações físicas, sem contar com os desalentos trazidos pelas perdas de amigos e entes queridos, comuns em decorrência do envelhecimento. Lidar com esses fatos muitas vezes leva a patologias sérias se o equilíbrio emocional não estiver presente.

Um exemplo disso são os idosos que entram em estado depressivo profundo, ocasionando uma série de consequências em cadeia, como os distúrbios alimentares e até mesmo a demência senil.

Outro ponto que contribui para o desequilíbrio emocional na terceira idade é a aposentadoria. O idoso não sabe o que fazer com o tempo livre e acaba se sentindo inútil. Esse aspecto acaba se tornando cíclico, já que a falta de equilíbrio emocional o torna inapto para a realização de certas atividades, o que o leva à ociosidade, agravando o desequilíbrio.

3. Como a falta de equilíbrio emocional pode prejudicar a saúde do idoso?

Como já mencionado, a falta de equilíbrio emocional tem como uma das suas principais consequências as doenças como a depressão. Nesse estado, muitos idosos tendem ao isolamento, se recusam a alimentar-se adequadamente e até mesmo a tomar suas medicações.

Não é novidade que os problemas mentais e emocionais acabam repercutindo na saúde física, gerando, por exemplo, uma baixa na imunidade do idoso e abrindo as portas para diversas doenças oportunistas.

A ausência de equilíbrio emocional também leva o idoso à prostração, pois ele acaba por não praticar atividades físicas, o que prejudica a sua produção hormonal ligada aos aspectos mentais e à disciplina do sono.

Vale lembrar que a habilidade de controlar emoções é diferente da capacidade cognitiva, perdida em doenças como o Alzheimer. Ou seja, reagir de modo negativo ou positivo, como um sorriso ou com lágrimas, por exemplo, não depende da cognição, porém, a falta do equilíbrio emocional é capaz de agravar esse tipo de patologia.

4. Como desenvolver o equilíbrio emocional em idosos?

Desenvolver o equilíbrio emocional na terceira idade é necessário para melhorar a qualidade de vida do idoso, além de contribuir, como já vimos, com a sua saúde física. Por isso, separamos algumas dicas de como aprimorar o equilíbrio emocional do idoso que você verá nos tópicos a seguir. Continue a leitura!

4.1 Busque um objetivo

Depois de se aposentar, as pessoas na terceira idade correm o risco de não terem mais metas e objetivos a seguir, já que não passam mais pelos problemas do dia a dia no trabalho. Além disso, existe também a redução da convivência com outras pessoas, que pode levar a um isolamento involuntário.

Nesse contexto, estabelecer algumas metas e objetivos para perseguir com o tempo disponível depois de se aposentar é uma ótima forma de preencher a vida e estimular a socialização, já que a tendência é buscar por outras pessoas que tenham as mesmas aspirações.

Fazer uma lista de lugares novos para conhecer, filmes para assistir, aprender a dançar, praticar algum esporte, participar de campeonatos de jogos como xadrez e dama e até mesmo abrir um novo negócio são alguns exemplos de como encontrar objetivos mais amenos e divertidos para serem perseguidos na terceira idade.

Vale lembrar que falta de objetivos ou mesmo a conquista deles sem a existência de um novo pode causar uma sensação de vazio capaz de levar à falta do equilíbrio emocional com todas as suas consequências já mencionadas.

Outro ponto interessante que deve ser ressaltado é em relação ao empreendedorismo na terceira idade. Embora seja um trabalho, ele pode ser relacionado a coisas que o idoso gosta e, devido à experiência de vida acumulada, tem muito mais chances de dar certo.

4.2 Procure solucionar problemas

Mente sã, corpo são. E um cérebro acostumado a resolver problemas tem muito mais chances de se manter saudável. Por isso, envolver o idoso na solução das questões do dia a dia, além de ser de grande ajuda para a família, que poderá contar com a sua experiência, também vai manter sua mente ativa e dará sensação de pertencimento, tão importante em qualquer fase da vida.

A prática de jogos, como quebra-cabeças, caça-palavras, sudoku, entre outros, também é um modo bem agradável de manter a mente ativa e proporcionar diversão e ocupação para o indivíduo na terceira idade.

Porém, o recomendável é que esses jogos sejam intercalados com outras atividades para que o idoso não sinta que só faz isso na vida. Por mais que ele goste, uma hora enjoará se fizer só isso.

4.3 Adote hábitos saudáveis

Os hábitos, bons ou ruins, definem a qualidade de vida de qualquer pessoa, seja na juventude, seja na terceira idade. Porém, para o idoso, ter hábitos saudáveis é ainda mais importante para a manutenção da saúde e do bem-estar.

Uma boa alimentação, a ingestão frequente de líquidos, a prática de exercícios, a leitura, a interação com outras pessoas, principalmente da mesma faixa etária, são alguns exemplos de hábitos que devem ser adotados para garantir a qualidade de vida e saúde do idoso.

É importante mencionar também, principalmente no caso dos idosos com limitações motoras, que a manutenção dos hábitos de higiene e cuidados pessoais é indispensável para a autoestima e deve ser estimulado e acompanhado por seus familiares ou pelo cuidador de idosos.

4.4 Utilize a arte

A arte é uma excelente ferramenta para a manutenção do equilíbrio emocional, principalmente se levarmos em conta que, em muitos casos, pode ter feito parte do sonho de juventude de muitos idosos que queriam, por exemplo, saber cantar ou tocar um instrumento e não tiveram oportunidade.

Essa fase da vida é perfeita para que ele se dedique à realização desses sonhos, o que muitas vezes acaba revelando novas aptidões que nem mesmo o idoso sabia que tinha. Não é incomum que a arte dê um novo sentido à vida de uma pessoa na terceira idade e ainda estimule a socialização.

4.5 Seja grato

Esta dica serve tanto para o idoso quanto para as pessoas que convivem com ele, principalmente familiares. Ser grato por mais um dia de vida, por mais um dia ao lado de quem amamos é o segredo de para a felicidade.

Lamentar as limitações causadas pelo processo de envelhecimento só o tornará mais difícil, enquanto agradecer por ter sido escolhido para ter mais essa experiência é uma dádiva. Para entender melhor o valor de viver a terceira idade, basta pensar em quantas pessoas perderam a vida ainda jovens e não tiveram a oportunidade de vivenciar essa fase. Imagine quanta coisa teria se perdido.

4.6 Pratique a meditação

As práticas de meditação para a manutenção do equilíbrio emocional são uma excelente alternativa na terceira idade, visto que podem ser feitas até por quem está acamado. Elas são fortes aliadas na manutenção da saúde física e mental, além de ajudarem o idoso na aceitação de condições limitantes.

A meditação trabalha aspectos como a respiração e auxiliam, inclusive, nas questões motoras e no retardamento do avanço de doenças como o Alzheimer e a demência senil. Além disso, práticas como o mindfulness ajudam a reduzir sentimentos como a solidão e a ansiedade, trazendo maior equilíbrio emocional.

4.7 Invista em passeios e viagens

Ao longo da vida, muita gente sonha em viajar, conhecer lugares e culturas novas e nem sempre o trabalho permite. Porém, com a aposentadoria, ganha-se mais flexibilidade e tempo para curtir os bons momentos da vida.

Atualmente, existem empresas especializadas em turismo para idosos. Elas organizam passeios e viagens com grupos da mesma faixa etária e programam atividades compatíveis com as expectativas e limitações dos integrantes da excursão.

Assim como em outras atividades mencionadas neste artigo, as viagens na terceira idade aumentam o prazer de viver do idoso, sua autoestima, incentivam a socialização e, consequentemente, contribuem para a manutenção do equilíbrio emocional.

4.8 Evite o isolamento social

Uma das piores coisas que pode acontecer ao idoso é ele se sentir sozinho e isolado das pessoas, principalmente dos seus familiares e amigos. E não é incomum que com as limitações motoras ele acabe se tornando dependente das visitas das pessoas ou de alguém que o leve até elas.

Nesse contexto, é importante que a família organize uma rotina de visitas constantes e que o idoso conte sempre com uma pessoa de confiança por perto, como um cuidador de idosos. Esse aspecto garante que ele não se sinta sozinho e receba o auxílio necessário em situações inesperadas do dia a dia com as quais não tenha condições de lidar.

No caso dos idosos que ainda não apresentam limitações de locomoção, como os que estão acamados ou hospitalizados, é importante incentivá-los ao convívio com outras pessoas da terceira idade que tenham interesses comuns.

Se ele faz parte de um grupo, certamente terá uma preocupação maior com seus cuidados pessoais, sua aparência e sua saúde. Além disso, é possível que encontre um novo companheiro(a) no caso de ser viúvo(a), o que certamente, aumentará e muito sua qualidade de vida e equilíbrio emocional.

5. Como um profissional capacitado pode auxiliar com isso?

Existem alguns tipos de profissionais capazes de auxiliar o idoso na manutenção do equilíbrio emocional. Os principais deles são o psicólogo, o fisioterapeuta e o cuidador de idosos. O trabalho deles se complementa, potencializando os resultados um do outro.

Nos tópicos a seguir, veremos mais detalhadamente como cada um deles atua na vida do idoso para trazer mais equilíbrio emocional.

5.1 Psicólogo

O acompanhamento de um psicólogo é importante em qualquer fase da vida, mesmo para pessoas que não tenham nenhum problema emocional aparente. Durante o processo do envelhecimento, ele se torna ainda mais indispensável para ajudar o idoso a lidar com as mudanças no seu corpo, com a aposentadoria e com a perda de entes queridos, principalmente o cônjuge.

As sessões com o psicólogo podem se repetir semanalmente para que ele tenha condições de acompanhar o avanço de determinadas situações e, desse modo, agir na manutenção do equilíbrio emocional do idoso.

Embora algumas pessoas não compreendam a importância do acompanhamento psicológico, ele é um dos principais fatores que contribuem para uma maior qualidade de vida na terceira idade, inclusive auxiliando a retardar os processos relacionados às perdas cognitivas.

5.2 Fisioterapeuta

Um dos fatores do desequilíbrio emocional na terceira idade é o problema motor, que causa diversas limitações, isso sem contar com as dores causadas por doenças degenerativas comuns na terceira idade como a artrose e artrite reumatoide.

Todo esse contexto agrava os problemas emocionais e é aí que entra o trabalho do fisioterapeuta que, algumas vezes até em conjunto com o psicólogo, aplica exercícios e procedimentos que ajudam a aliviar e reduzir esses sintomas desagradáveis capazes de trazer ainda mais perturbações emocionais.

5.3 Cuidador de idosos

O trabalho do cuidador de idosos é um dos mais importantes já que ele será a pessoa presente por mais tempo na vida do idoso. Pelo fato de estar sempre por perto, ele terá mais condições do que qualquer outra pessoa de perceber mudanças no humor e no comportamento da pessoa da terceira idade de quem cuida.

Além disso, toda essa proximidade o torna um companheiro que, em muitos casos, cria laços afetivos com o idoso, trazendo mais alegria para a vida e o ajudando a manter o equilíbrio emocional, mesmo em meio a tantas mudanças.

É com a ajuda do cuidador que os demais profissionais terão as informações necessárias para saber como atuar para aumentar a qualidade de vida do idoso.

Além disso, o cuidador também ajuda nos cuidados pessoais, no controle da alimentação e da agenda de medicações e consultas médicas, além de acompanhar o idoso em suas práticas de exercícios e até mesmo em compromissos sociais, garantindo sua segurança em ambientes externos.

6. Como escolher um profissional para ajudar com o equilíbrio emocional nos idosos?

A escolha dos profissionais que vão ajudar na manutenção do equilíbrio emocional da pessoa na terceira idade deve obedecer a critérios rigorosos. Desse modo, garante-se que o objetivo será cumprido e o problema não será agravado.

Veja, nos tópicos a seguir, alguns dos critérios que devem ser avaliados na escolha desses profissionais.

6.1 Capacitação acadêmica e profissional

O primeiro ponto a ser observado, e também o mais óbvio, é a capacitação do profissional, afinal, ninguém quer contratar um psicólogo sem formação em psicologia, certo?

O mesmo vale para os demais profissionais, inclusive para o cuidador de idosos. Hoje em dia, já existem excelentes cursos de qualificação que garantem que o profissional aprenda os conhecimentos básicos para oferecer um bom acompanhamento ao idoso. Alguns deles são:

  • primeiros socorros básicos;
  • gestão da agenda de medicações;
  • registro de sintomas que devem ser relatados aos médicos;
  • procedimentos para dar banho e demais cuidados com a higiene do idoso;
  • ler e interpretar bulas e recomendações médicas.

6.2 Inteligência emocional

Não se consegue ajudar no equilíbrio emocional de alguém sem estar equilibrado. Por isso, os profissionais que lidam com o idoso devem ter e saber como usar a inteligência emocional. O modo como reagem às ações, comentários e mudanças de humor do idoso precisa contribuir para o que ele se mantenha equilibrado.

Muitas vezes o comportamento do idoso pode gerar sentimentos como raiva ou impaciência nas pessoas que convivem com ele. Nesse caso, os profissionais responsáveis por seus cuidados têm a obrigação de saber lidar com esses sentimentos sem permitir que transpareçam.

Além disso, precisam ser capazes de compreender o que leva o idoso a determinadas atitudes e reações para que o problema seja corrigido, mesmo com a ajuda de outros profissionais. Muitas vezes, o mau humor do idoso pode ser causado por dores ou sentimentos negativos, por exemplo, que precisam ser identificados.

6.3 Referências pessoais

Outros critérios que precisam ser avaliados no momento de contratar um profissional para ajudar no equilíbrio emocional do idoso são o seu histórico profissional e referências pessoais. Claro que um profissional indicado por alguém de confiança deverá ter preferência sobre outro sem referência alguma.

No caso da contratação de cuidador de idosos, que é um profissional que conviverá dentro de casa, é de extrema importância obter informações sobre sua conduta em empregos anteriores, principalmente se o seu histórico apresenta mudanças frequentes de empregadores.

Mesmo que o motivo de suas demissões não tenha nada que o desabone, é preciso pensar que o idoso cria laços com esse profissional na convivência diária e, se existe o risco dele optar por sair para um emprego que pague melhor, por exemplo, poderá causar sofrimento ao idoso.

Por isso, é de extrema importância entender suas intenções de permanência no trabalho e as razões que o levaram a escolher essa profissão. Se o foco for somente financeiro, por melhor que sejam sua formação e referências, opte por outro que demonstre amor ao que faz. Parece clichê, mas nesse caso é necessário.

6.4 Apresentação pessoal

Um profissional que apresente desleixo com si mesmo certamente não terá os cuidados necessários com o idoso, em especial no caso do cuidador, que precisará tomar conta da higiene do idoso.

Nesse caso, é necessário prestar atenção se ele tem algum mal cheiro, se as unhas estão limpas, os cabelos cortados e as roupas bem cuidadas. O modo como o profissional se apresenta refletirá a sua capacidade, ou falta dela, de cuidar do idoso.

6.5 Empatia e capacidade de escuta e observação

É impossível ajudar no equilíbrio emocional de alguém sem saber ouvir o que a pessoa tem a dizer, sem a capacidade de se colocar no lugar do outro e sem observar a causa do desequilíbrio.

Por isso, ao entrevistar um candidato à vaga de cuidador, preste atenção na capacidade dele de ouvir e observar e questione-o sobre situações em que usou a empatia. Peça para que defina o conceito da palavra.

6.6 Identificação com idoso

O profissional pode ser o melhor do mundo, mas se o idoso não aceitá-lo, certamente ele não ajudará no equilíbrio emocional e sim o contrário: levará a pessoa de quem está cuidando ao desequilíbrio.

Por isso, depois de analisar todos os outros critérios, é preciso apresentar o profissional ao idoso e observar se haverá identificação e aceitação entre ambos. Afinal, trata-se da pessoa com quem ele passará mais tempo na vida a partir de então.

Como você pôde ver ao longo deste post, a manutenção do equilíbrio emocional na terceira idade contribui, inclusive, para a saúde do idoso. Além disso, viu também que diversos cuidados devem ser tomados para que ela aconteça e que existem profissionais qualificados para auxiliar no processo e quais critérios considerar na hora de contratá-los.

Então, agora que você já sabe como manter o equilíbrio emocional na terceira idade, entre em contato conosco e entenda como podemos ajudá-lo nesse processo.

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