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O transtorno bipolar é uma doença mental que pode aparecer em qualquer fase da vida, mas é na terceira idade que ela se torna muito mais perigosa e difícil de tratar, podendo acarretar em casos de suicídio.

Por ser uma doença mental, a bipolaridade afeta o comportamento da pessoa que possui o transtorno, fazendo com que ela oscile entre períodos de bom humor seguidos de tristeza e depressão.

Dada a gravidade do problema e seu tratamento mais difícil na terceira idade, é muito importante fazer o diagnóstico dessa doença precocemente para que haja mais chances de tratá-la. Veja neste post como é possível identificar o transtorno bipolar em idoso. Acompanhe!

Como identificar transtorno bipolar em idoso

Facilidade em se distrair

Estar distraído com alguns acontecimentos no dia a dia é normal, mas é preciso começar a identificar quando esse sintoma começa a passar dos limites. Se você perceber que um idoso não consegue completar nenhuma tarefa sem se distrair por várias vezes, fique atento. Esse pode ser um indício da bipolaridade. Também é possível medir a intensidade desse sintoma durante uma conversa, no qual a pessoa afetada é incapaz de manter a atenção no que está sendo dito.

Fala em excesso

Um dos motivos que leva um idoso com transtorno bipolar a se distrair facilmente é o fato dele falar em excesso. Isso é causado pelo excesso de atividade cerebral que acontece com uma pessoa que sofre dessa doença, deixando-a eufórica e com a necessidade de descarregar essa energia por meio da fala. Além disso, você pode notar que quem sofre desse problema não só fala em excesso, mas também muito rápido, atropelando as ideias e gerando pouco ou nenhum sentido.

Dificuldade para dormir

Os idosos dormem menos conforme avançam na idade, e isso é completamente normal, já que o corpo produz menos hormônios que ajudam a ter uma boa noite de sono. Mesmo assim, um dos sintomas entre as pessoas que possuem o transtorno bipolar é a dificuldade para dormir, resultante de uma agitação e inquietação muito grade. Esse é um sintoma que deve ser analisado com calma e somado a outros sinais da bipolaridade, já que os distúrbios do sono são comuns em pessoas idosas.

Comportamento extravagante

As pessoas que sofrem dessa doença tendem a adotar um comportamento extravagante e exagerado. Elas falam coisas constrangedoras, que podem ter cunho sexual ou mesmo palavrões. O exagero também pode estar presente na maneira de se vestir, procurando por peças que não são adequadas para sua idade. 

Um dos comportamentos frequentes entre as pessoas que possuem esse transtorno é conversar com pessoas desconhecidas, contando detalhes de sua vida pessoal sem nenhum tipo de constrangimento.

Autoestima elevada e ilusões

É preciso ficar de olho nos pensamentos do idoso sobre si mesmo. Ter a autoestima elevada não é um problema, contanto que isso não beire um estado lúdico, em que a pessoa pode ser o que quiser e quando quiser. Quem sofre dessa doença tende a ter ilusões sobre si mesmo, acreditando ser uma pessoa de extrema importância ou até mesmo alguém que não se fere ou não pode ser atingido.

Muitos idosos pensam que são super-heróis e que nada pode machucá-los, se colocando em situações de risco, muitas vezes fatais. Esse sintoma também pode ser notado na criação de planos muito grandiosos ou fora da realidade, como adquirir bens ou fazer viagens impossíveis.

Mudanças de humor

A mudança repentina de humor é um sintoma clássico dessa doença, sendo um dos mais fáceis de identificar. É importante saber analisar cada caso, já que todas as pessoas, saudáveis ou não, podem apresentar mudanças significativas de humor em poucas horas.

No transtorno bipolar em idoso, essa oscilação é mais evidente e exagerada, e quase sempre começa em um estado de euforia muito grande e acaba em um estado depressivo muito forte, que pode durar dias, semanas ou meses.

Afastamento de atividades prazerosas

Na fase mais depressiva da doença, pode-se observar um afastamento das pessoas e das atividades que costumava realizar com prazer, assim como um descontentamento com a vida, falta de entusiasmo, apatia e culpa. Esses sentimentos são estendidos a todos os tipos de atividades que o idoso deve realizar no dia a dia e são bem visíveis quando se manifestam, já que a pessoa quer ficar deitada ou isolada o dia inteiro.

Falta de cuidados com a aparência

É, também, na fase depressiva que a falta de cuidado com a aparência pode se manifestar. O idoso não tem vontade de se arrumar e nem mesmo quer realizar os cuidados com sua própria higiene, configurando um estado de auto-abandono. Também pode surgir uma queda na autoestima, criando um sentimento de inutilidade diante da vida e das atividades que precisam ser realizadas, assim como pensamentos de morte e suicídio.

Essa fase é muito perigosa, já que as chances desse “desejo” se concretizar são muito grandes, ocorrendo em quase todos os casos quando não tratado.

Comportamento compulsivo

A compulsão é um sintoma muito característico dessa doença, já que é uma forma das pessoas descarregarem a energia acumulada, provocada pela atividade cerebral em excesso. A compulsividade pode estar presente de várias formas, desde o exagero na hora de comer, inclinação para bebidas alcoólicas e, em alguns casos, até mesmo para o uso de drogas ou cigarro.

Pode-se observar ganho de peso nos casos em que a compulsão é pela comida, o que se torna ainda mais perigoso para uma pessoa idosa. Como você pôde ver, o transtorno bipolar em idoso é uma doença extremamente perigosa e sempre fatal quando não tratada.

Se você notar que uma pessoa da terceira idade do seu convívio apresenta algum desses sintomas, não tome conclusões precipitadas nem tente uma abordagem com a pessoa. Pessoas que sofrem dessa doença tendem a negar os seus sintomas — o que já configura mais um sintoma — portanto, tentar convencer a pessoa disso sem ajuda médica pode ser um agravante. Procure um médico especializado para que possa ser feita uma análise e, posteriormente, um tratamento.

E se você convive com uma pessoa da terceira idade, descubra também quais são os 6 principais transtornos mentais em idosos!

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