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A demência em idosos é um distúrbio frequente e a condição clínica pode estar associada ao processo de envelhecimento. Também pode surgir em decorrência de uma doença neurológica diagnosticada recentemente.

Diante disso, é fundamental conhecer os principais sintomas e as formas de lidar com o idoso nessas condições. Também é preciso adaptar a residência para possibilitar mais conforto e qualidade de vida após a percepção desse problema.

Além disso, a família deve conduzir periodicamente essas pessoas ao acompanhamento médico, realizar os exames laboratoriais e as intervenções solicitadas e relatar qualquer anormalidade. Quer saber como lidar com a demência em idosos? Então, veja nossas dicas para enfrentar esse desafio!

Afinal, o que é demência em idosos?

Trata-se de um conjunto de sintomas relacionados, principalmente, à perda progressiva da memória, que pode comprometer algumas funções cognitivas, como a comunicação oral, o raciocínio lógico e o encadeamento das ideias. Inicialmente, é percebida por alterações na chamada memória de trabalho.

Trata-se daquela acionada para situações cotidianas, como lembrar a localização das chaves de casa, recordar onde estão armazenados os utensílios domésticos, entre outras. Aos poucos, se observa a redução da memória de curto prazo, referente ao processo de resgatar histórias contadas há dias ou eventos ocorridos há pouco tempo, que marcaram psicologicamente os idosos.

As causas para essa síndrome estão relacionadas à deterioração do sistema cognitivo, à falta de estímulos ao longo do tempo e ao acometimento de doenças que comprometem as células cerebrais.

Também são observadas mudanças de personalidade. Alguns desenvolverão um caráter mais agressivo, enquanto outros uma manifestação mais apática e isolada frente a essa situação.

Quais são as dicas para amenizar esse problema?

Infelizmente, não existe cura para a demência. Porém, devem ser adotadas algumas medidas para retardar o processo ou melhorar a percepção da família em relação a essa nova condição clínica.

Portanto, após a confirmação do diagnóstico médico, torna-se fundamental que os familiares e amigos sejam conscientizados sobre o problema. Assim, podem ajudar e na construção de um ambiente mais acolhedor para o idoso.

Diante desse problema, é possível instituir medidas para melhorar a interação com os familiares, diminuir o isolamento social e aperfeiçoar o ambiente para adaptação para o idoso com demência. Conheça, a seguir, algumas dicas.

Estabeleça rotinas para as atividades diárias

O estabelecimento de rotinas para as atividades diárias é um fator interessante, pois padroniza os procedimentos clínicos, alimentares e de higiene pessoal. Além disso, diminui os sintomas de ansiedade e condiciona o idoso às tarefas realizadas.

O ideal é que essa rotina esteja organizada em tabelas e fixada em locais de fácil visibilidade. Isso deve ser feito, principalmente, para aqueles idosos que são dependentes de outras pessoas, pois possibilita a observação do cumprimento das tarefas.

Essa estratégia facilita consideravelmente a vida dos familiares que se dedicam à assistência aos idosos com demência. Também para aqueles que optarem por contratar serviços de cuidadores que realizarão as atividades conforme acordo firmado entre as partes.

Busque maneiras de adaptação às rotinas

Algumas funções cognitivas que dependem do aprendizado e memória podem ser prejudicadas nos idosos com demência. É possível adaptar essas tarefas para manter a motivação em realizá-las.

Por exemplo: se o idoso, antes, tocava instrumentos musicais, mas agora não se lembra das partituras, os familiares podem manter uma rotina para que ele escute essas melodias que demonstrava interesse antes do desenvolvimento do problema.

Assim como é possível estimular os idosos considerando o nível de compreensão deles, a disposição de todos e paciência para lidar com essa situação. Exemplo disso é a implementação de jogos e carteados.

Altere as formas de comunicação com o idoso

A demência em idosos pode afetar o processamento da fala, o que compromete a interação social e a assimilação de orientações dos familiares e dos cuidadores. Por isso, é fundamental modificar o jeito como se comunica com esse paciente.

Dessa forma, é interessante interagir com ele por meio de frases objetivas. Questione, de forma direta, as suas preferências e desejos e comunique sobre as atividades que serão realizadas ao longo do dia.

Outro ponto fundamental é avaliar o comportamento emocional ao longo do dia e adaptar a comunicação conforme essa observação. Idosos mais chorosos e agressivos tendem a ser mais resistentes para executar tarefas, enquanto aqueles mais apáticos podem ser mais maleáveis.

Contudo, o essencial é trabalhar a paciência e atentar para as rotinas que não podem sofrer alterações bruscas, como o horário de administração dos medicamentos. Releve outras que podem aguardar um momento mais oportuno.

Considere a contratação de um cuidador

Os idosos com demência, devido à incapacidade gradativa de compreensão do universo a sua volta, carecem de cuidados contínuos. Muitas vezes, porém, não podem recorrer a parentes e amigos.

Além disso, podem apresentar outros problemas clínicos, como hipertensão, diabetes e hipercolesterolemia ou já ter problemas de mobilidade, o que influencia na probabilidade de quedas, entre outras condições.

Devido a isso, é importante tratar o idoso com a integralidade do cuidado, ou seja, controlar ou amenizar todos os problemas clínicos apresentados. Nessa situação, a participação de um profissional nos cuidados homecare é essencial para recuperação clínica e a melhoria da qualidade de vida desses indivíduos.

Os cuidadores de idosos são profissionais capacitados para realizar trabalhos esporádicos, conforme a necessidade. Eles são treinados para lidar com higienização corporal do paciente, administração de medicamentos por sonda, assistir pacientes acamados, atuando em diversos níveis de complexidade.

No caso de pacientes com diagnóstico de demência, o cuidador pode ajudar na rotina diária. Isso inclui caminhadas periódicas, relato atento das mudanças de comportamento aos familiares e equipe médica e em outras questões que serão discutidas com o paciente.

A demência em idosos é um conjunto de sintomas que causam perda progressiva da memória, além de afetar outras habilidades cognitivas. As consequências dessa condição se refletem em maior dependência. Por isso, os familiares devem manter a paciência, adequar a rotina da casa, modificar a comunicação verbal e estudar a possibilidade de contratar um cuidador para assistir esse paciente.

Se você ficou interessado neste assunto, não deixe de ler, também, o artigo sobre os tipos de demência em idosos para entender quais são e saber como identificá-los!

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